Escola: um ambiente educador – por dentro dentro e por fora

Escola: um ambiente educador – por dentro dentro e por fora

Colégio Sidarta

20 Maio 2016 | 17h33

Imagine uma escola. Você pensou em várias salas de aula e ambientes fechados, murados? Carteiras enfileiradas e uma quadra de concreto ao ar livre, para onde as crianças correm assim que toca o sinal? Pense de novo.

Os ambientes ao ar livre – principalmente em escolas nas grandes cidades, são vistos como os espaços de descanso dos alunos, ou o local que eles têm para entrarem em contato com outros grupos em momentos de socialização. Quando falamos em atividades ao ar livre, o principio é sempre a educação infantil e os ambientes focados no brincar – afinal, principalmente nesta etapa, brincar é se apropriar do mundo e aprender com  ele.

Conforme as crianças tornam-se jovens, estes momentos fora da sala para aprender tornam-se cada vez mais raros. Muitas vezes resumem-se apenas às aulas de educação física. Se pensamos a escola como um local de aprendizagem, por que não considerar ela toda como um ambiente educador?

Tendo o aprender pela experiência como uma premissa para o Sidarta, afinal, “Teorias não substituem as experiências de vida”,  entendemos o ambiente escolar como um espaço que deve estar sempre a favor da aprendizagem – dentro ou fora da sala de aula.

Sendo assim, incentivamos nossos professores a levar estudos e reflexões para fora das salas e por todos os espaços externos do Colégio. Os prédios 1, 2 e 3 se espalham, horizontalmente, pelo campus, e todas as classes possuem duas portas de acesso, uma que liga todas elas a amplos espaços de convivência – as midiatecas e a pirâmide, um átrio iluminado e aberto, de livre acesso, e outra porta dupla que dá saída direta para espaços ao ar livre, as nossas grandes varandas, chamados pelos alunos.

O projeto arquitetônico, alinhado à proposta pedagógica, possibilita então que atividades corriqueiras como a leitura de um capítulo ou uma lista de exercícios sejam feitas do lado de fora das salas, deitados em um banco ou debaixo de uma árvore, cenário também de aulas de ciência do fundamental I, onde as crianças têm em seus galhos as “carteiras” dessa aula tão boa.

O Rio Cotia, situado literalmente em nosso quintal, é outra fonte de estudo. Os alunos são “Guardiões do Rio Cotia”, e frequentemente coletam água para análise de qualidade e controle.

É claro que, mesmo com tantas possibilidades, o espaço ao ar livre também é usado em momentos de lazer. O parque da Educação Infantil é pensado para esta faixa etária, com estruturas que propiciam interação com a água e outros brinquedos não estruturados, para estimular a imaginação e a mobilidade das crianças.

Entretanto, não são só os alunos pequenos que tem direito a um parquinho. Para os mais velhos, uma área com jogos de pebolim e mesa de ping pong e taco ball competem com um parque desenvolvido especialmente para jovens, com uma estrutura para ser escalada, uma gangorra e um gira-gira diferente, o brinquedo onde só vão os “grandes”.Há, também, um brinquedo que é disputado por todos – e deixa até os adultos com vontade de brincar. A nossa tirolesa!

Algumas escolas e pessoas tem uma visão estereotipada de que ambiente educador é a sala de aula e os espaços ao ar livre são somente para descanso e descontração, aqui, toda a escola faz parte de um ambiente educativo. São 40 mil metros quadrados e em cada canto os alunos podem tirar proveito para o aprendizado.