Ensino de Mandarim: mais do que aulas de língua estrangeira

Ensino de Mandarim: mais do que aulas de língua estrangeira

Colégio Sidarta

30 Novembro 2015 | 16h36

Aprender uma língua estrangeira é muito mais do que apenas dominar as estruturas de um novo idioma. É mergulhar em sua cultura, descobrir seus costumes e entrar em contato com sua história.

Mas e quando essa língua tem milhares de símbolos e palavras que podem ser pronunciadas em até cinco entonações diferentes? Ensinar (e aprender) mandarim é, de fato, um desafio, mas fazer isso de maneira autoral é nossa vocação.

A procura pelo aprendizado do dialeto no Brasil, que antes era principalmente de universitários, está agora dentro das escolas. Para a maioria dos colégios, a inclusão do chinês como uma opção nasce principalmente da demanda crescente das famílias e da importância da China no cenário econômico mundial. No Sidarta, entretanto, desde 1998 o mandarim já é matéria obrigatória na grade curricular – fomos a primeira escola a implementar o ensino regular da língua chinesa no país. Aqui, o primeiro contato com o idioma acontece ainda na Educação Infantil e se encerra apenas no Ensino Médio. Os alunos aprendem o mandarim simplificado, o Pinyin (escrita fonética) e a leitura de ideogramas. Tudo isso faz com que eles estimulem áreas do cérebro associadas com raciocínio logico matemático, que não são ativadas, por exemplo, com o estudo do inglês. (Leia mais aqui aqui)

Ainda assim, trabalhar a proficiência exigida nos exames de modo mais leve, que aproxime os estudantes e que propicie uma imersão na cultura é uma tarefa que envolve tanto os estudantes quanto a equipe pedagógica.

Temos a perspectiva de uma sociedade multicultural, cujas distâncias entre os povos estão diminuindo naturalmente, muito em função da tecnologia.  Pensando no “aprender pela experiência” e na necessidade de ensinar a reconhecer unidade em um mundo tão diverso, procuramos sempre ampliar a percepção da língua e da cultura através de outros canais.

 

Eventos Culturais

Atividades ligadas aos festivais e comemorações típicas, como o Festival do Meio Outono ou o Festival das Lanternas são comuns, assim como aulas focadas na culinária e artesanato, ou ações ligadas a musica, como a realização do Karaokê de Mandarim, que todo ano premia as performances dos alunos mais bem avaliados por uma comissão julgadora. Além disso, a comemoração do Ano Novo Chinês é um de nossos grandes eventos, que mobiliza toda a comunidade em torno dos hábitos e costumes dessa festa, que é a maior comemoração chinesa.​

 

Encontros Pedagógicos

Realizamos recentemente o primeiro encontro para discutir o ensino de Mandarim no Brasil. Reunimos profissionais e interessados para falar de metodologias e práticas, os desafios e possibilidades do uso da tecnologia e outros materiais de apoio, propiciando um espaço legítimo de trocas e aprofundamento de diferentes abordagens para o ensino da língua para brasileiros.

 

Kantoo Mandarim

Lançamos, em 2014, o primeiro programa de ensino de mandarim via celular, com uma plataforma completa que inclui SMS, portal de voz, site, WAP e aplicativo exclusivos. O Kantoo Mandarim é um programa feito exclusivamente para brasileiros, por brasileiros, pensado para ensinar através de situações cotidianas e transformar a aprendizagem em algo simples, leve e divertido.

Usado como instrumento complementar para nossos alunos, também está disponível para usuários através de uma parceria do Instituto Sidarta com a operadora Vivo.

 

 

Todo esse olhar se dá por conta de sermos uma escola que tem o ensino de idiomas como um de seus principais focos. O modelo aplicado que, além do português, trabalha o inglês, o espanhol e o mandarim com proficiência, favorece o desenvolvimento intelectual e integral da personalidade dos alunos, fortalecendo seu senso de identidade, sempre por meio de experiências reais e aprendizagens significativas.

Entendemos que esse pilar cultural vai além do fortalecimento de currículo e preparo para o mercado de trabalho. Apostamos na construção de pontes para a compreensão da cultura entre os povos de diferentes origens, em um modelo que favorece o desenvolvimento de competências interculturais e é pautado nos múltiplos olhares de cada pessoa.