Colégio Sidarta, uma escola de aplicação

Colégio Sidarta, uma escola de aplicação

Colégio Sidarta

02 Outubro 2015 | 11h22

Há 18 anos fazendo educação no Brasil, o Colégio Sidarta é um braço do Instituto Sidarta, organização sem fins lucrativos, cuja missão é levar “educação de qualidade para todos”. Como escola de aplicação de um instituto, nosso objetivo é de desenvolver metodologias inovadoras que cumpram o papel de despertar o potencial de cada um aqui dentro.


Estar neste lugar significa estar comprometido com a educação brasileira. Ao buscar inovação no fazer pedagógico, nos questionamos continuamente se a metodologia aplicada neste microuniverso pode se tornar mais acessível para alunos de toda a rede pública. Entendemos que o nosso papel como instituição de educação não se limita ao nosso universo escolar: temos também o dever de levar princípios e práticas educacionais que dialogam com o mundo contemporâneo para o maior número de pessoas possíveis.

Da Educação Infantil ao Ensino Médio, nosso fazer é norteado por 3 princípios filosóficos:

 

1. Teorias não substituem experiências de vida

“Aquilo que escuto eu esqueço,

aquilo que vejo eu lembro,

aquilo que faço eu aprendo.”

Confúcio

Como falar de um espaço educador sem pensar nas experiências de vida? Pergunte a qualquer adulto sobre um momento marcante na sua trajetória educacional e provavelmente ele te contará de uma experiência que ele viveu, compartilhará com você o que sentiu e falará sobre esse tempo como se estivesse revivendo aquele momento. Acreditamos que educar é isto. Permitir com que o outro experimente, crie suas hipóteses e teste seus conceitos para que se aproprie do conhecimento.


2. É preciso estimular o serviço à sociedade

Muitos pais acreditam que precisam criar uma sociedade melhor para os filhos. Sem dúvidas este é um papel importante, não somente do pai, mas também dos cidadãos de todas as idades. A pergunta que poucos fazem, e que considero a mais importante quando falamos da construção de uma nação, é: estamos criando filhos melhores para a sociedade? Pode até parecer uma questão banal, mas, quantas vezes tomamos as dores dos filhos em conflitos e, com a certeza de que o outro estava errado, assumimos o papel de escudo real para proteger nossa prole? Que mensagem que estamos passando? Ao valorizar nossos filhos em detrimento dos outros, será que estamos educando-os para a construção de uma sociedade melhor? E se ao invés de defender, o ajudássemos no processo de reflexão mais profunda para entender a causa do conflito e buscar uma solução? Se hoje a sociedade não apresenta as virtudes que gostaríamos de ver, será que ela não é apenas um reflexo da cultura dos cidadãos que nela vivem? O que cada núcleo familiar e escolar pode fazer para alterar esta realidade?


  3. Sabedoria é reconhecer a unidade na diversidade

Somos mais de 7 bilhões de pessoas no mundo, cada ser, único com o livre arbítrio para pensar e agir. Enquanto escola, nosso papel é ajudar a despertar este potencial dentro de cada um, para sua realização como indivíduo. Mas não podemos parar por aqui, pois corremos o risco de transformar a sociedade num aglomerado de indivíduos que não enxergam além de seu próprio umbigo. Ou pior, pequenos aglomerados de indivíduos que, ao fazerem de suas crenças verdades únicas, acentuam o abismo entre os diferentes. Reconhecer a unidade na diversidade é ser capaz de enxergar o outro na sua essência, independente de raça, cor, crença e condição socioeconômica. Ao perceber as similaridades e diferenças entre olhares, reconheceremos a humanidade dentro de nós mesmos, para assim tornar a nossa experiência de vida mais rica e verdadeira.


Em resumo, “Ser Sidarta” é potencializar as qualidades que a vida nos presenteou, escolher caminhos para atuar no nosso entorno para assim, deixar o nosso legado nesse mundo. Utopia? Longe disso. Buscamos, pelo ato de educar, a construção de uma sociedade melhor para todos.

Por Ya Jen Chang

Presidente do Instituto Sidarta