A competição esportiva como prática educacional

A competição esportiva como prática educacional

Colégio Sidarta

13 Maio 2016 | 15h28

Acreditamos que a prática esportiva dentro da escola é um instrumento educacional. Como tal, ajuda a desenvolver integralmente diversas habilidades nas crianças e jovens. As aulas de educação física e as atividades extracurriculares são momentos de sociabilização, desenvolvimento motor, conhecimento corporal e assimilação de competências sociais como o respeito, a resiliência e a colaboração.

 

Além de uma oportunidade de crescimento individual, estas ocasiões possibilitam ainda aprendizagens em grupo – afinal, assim como temos nossos desejos, expectativas e necessidades, um time tem suas metas e objetivos, e tudo isso é essencial para o processo de amadurecimento individual e social dos alunos.

 

Quando falamos em esporte na escola, uma das primeiras questões levantadas é a da competição, especialmente em um ano como este, em que o Brasil será sede do​ maior evento esportivo do mundo, os Jogos Olímpicos, que acontecem no Rio de Janeiro, ​em agosto.

 

Por conta disso, já no primeiro trimestre, o Colégio Sidarta começou a estimular momentos de competição saudável e recebeu algumas escolas para amistosos de vôlei, futsal e handebol. Os jogos deixaram os alunos ansiosos e animados, apreensivos com o jogo e comprometidos com o treino.

 

“Meu corpo inteiro ficou quente e a minha mão ficou gelada”, foi um dos relatos que ouviu Isabel Paltronieri, professora de educação física, logo após uma partida.  Competir, independente da modalidade, carrega uma emoção que torna esse e outros comentários compreensíveis – quem nunca se sentiu assim? “É completamente diferente de tudo que viveram antes, nos treinos”, explica ela. “Mesmo para os que já competiram, todo jogo é uma nova história, um novo capítulo, uma nova oportunidade”.

 

Em sua visão, a competição tem muito a ver com a união do grupo e o comprometimento. Ela é também um gancho importante para ensinar fair play. “Sempre procuramos passar que a torcida não pode movimentar as emoções da outra equipe a ponto de prejudicar os competidores” , diz  Isabel. “Bater o pé, fazer catimba, empurrar… Isso não ganha jogo, não é esse o valor que nós estamos transmitindo para os nossos alunos”. Isabel reforça que o desejo é ensinar a torcer, sempre, a favor do nosso time, e não contra o time adversário.

 

Camila Niemeyer, orientadora educacional, comenta que este momento de competição – e especialmente quando há uma derrota, é ideal para estimular a tolerância e aprender a lidar com o sentimento de frustração.  “O maior desafio é trabalhar para que continuem motivados. Fazemos questão de reforçar que, para ser um campeão, é preciso muito treino”.

 

O esporte na escola, no entanto, não pode ser apenas​ competição pela competição. É preciso ter um projeto pedagógico que faça com que os alunos compreendam tudo o que a atividade física é capaz de proporcionar e que mostre que a sala de aula e as quadras estão integradas, e que uma pode fazer parte da outra.