Poesia, poema

Poesia, poema

Cesar Pazinatto

14 Abril 2016 | 15h49

Conhecer alguns poetas é o começo do trabalho

 

O que é poesia? Para que serve a poesia?

Segundo crítico e escritor norte-americano Ezra Pound: “Grande literatura é simplesmente a linguagem carregada de significado até o máximo grau possível. Começo com a poesia, porque é a mais condensada forma de expressão verbal”.

A produção criativa de textos poéticos implica exercício de construção vinculado ao conhecimento dos recursos da língua. “Alguns nos divertem por sua musicalidade, pelos trocadilhos e jogos de palavras; outros, nos agradam pelas ideias e sentimentos que expressam; uns são para brincar; outros, para nos fazer experimentar novos sentimentos”, William Cereja.

Assim, a partir de vários textos literários lidos e interpretados em aula, o desafio proposto aos alunos foi o de elaborarem poemas que representassem sensações, sentimentos e emoções o mais espontâneo possível, sem qualquer limitação.

Os dois textos a seguir simbolizam, de maneira incontestável, a sensibilidade, a inquietude e a emoção de nossa juventude.

   Prof. Agenor Costa Neto

A única verdade

Às vezes eu penso
comigo mesmo, revejo
e logo percebo
a única verdade.
Sem amor, não há guerra
sem felicidade, não há tristeza.
Se nunca se sentiu só
Nunca teve ninguém.
A única verdade é que
a solidão
a tristeza
são bens da humanidade.

Alec – 9º ano

O poder de um quarto

As palavras dançam no papel
As lembranças pintam os quadros
As cores têm vida própria.

A foto me faz querer voltar no tempo
As notas ainda soam nos cantos das paredes
Aquela melodia invade os meus ouvidos
As cores fazem meus olhos brilharem.

Mas o sol vai embora sem se despedir
O quarto fica escuro.
Não vejo mais as cores que dominavam o espaço
Só resta esperar o dia seguinte.

Thatyana – 9º ano