Tempo de reflexão

Tempo de reflexão

Colégio Pentágono

28 Dezembro 2016 | 12h28

“Feliz ano novo!” – Está aí uma expressão que dificilmente é solitária. É, normalmente, recebida acompanhada por uma série de pensamentos, reflexões, autocríticas e planejamentos para o futuro que está chegando. Para as escolas, a parte mais prática e objetiva dessa tarefa já está finalizada e o ano de 2017 já está com o calendário, as atividades, as aulas e o currículo prontos. Isso tudo acontece em conjunto com a finalização do ano letivo atual, o que torna os meses de outubro e novembro sempre extremamente carregados para os educadores. Essa etapa se encerra em dezembro, dando espaço às tão esperadas férias escolares. Neste momento de calmaria, valioso para repor as energias, é que surge a oportunidade para as verdadeiras reflexões.

Apesar de ter sido um ano muito intenso, acredito não surpreender ninguém ao sugerir que o fato mais marcante foi a crise generalizada por que passa o nosso País, provavelmente a mais grave que já enfrentamos. Econômica, política, institucional, social e de confiança foram algumas das mais citadas entre as diversas esferas atingidas. Minha primeira impressão é de alívio por esse ano estar acabando. Que 2016 tenha ficado para trás e que 2017 seja diferente!

Ao refletir mais sobre o ano, com a tranquilidade que o período permite, alguns fatos me fazem crer que 2016 foi importantíssimo para o País. Neste ano, o Brasil mostrou ter instituições fortes e, apesar da mencionada crise, independentes o suficiente para que nenhuma delas prevalecesse de forma autônoma. Vimos, também, a força do povo nas ruas, trazendo, além de outras consequências e sentimentos, a esperança pelo fim da impunidade.

Na educação, o ano, igualmente, tem motivos para esquecimento e lembranças. Apesar do aumento de investimento no setor, o País continua decepcionando nos resultados, tanto na comparação com outras nações, como no acompanhamento das metas internas. É cada vez mais claro que o nosso problema é de gestão dos recursos empregados, e não mais a falta de recursos. Talvez, pelo tamanho do País, seja mais difícil gerir do que gerar esses recursos.

Como escola particular, ficamos com dois grandes sentimentos ao refletir sobre o cenário atual. O primeiro é que temos uma grande responsabilidade em formar a nova geração, que dará prosseguimento à liderança do País. Será preciso ainda mais responsabilidade social, sustentabilidade, ética e trabalho duro para que possamos nos desenvolver de verdade. O segundo é que temos um papel importante para que a educação como um todo se desenvolva no País. É por isso que ajudamos a fundar a nova Associação Brasileira de Escolas Particulares (ABEPAR), que tem como um de seus objetivos influenciar nas políticas de educação do País, desde as discussões em pauta (Base Nacional Comum Curricular e reforma do Ensino Médio) até sugestões de novos temas e opiniões em qualquer assunto relacionado.

Esperamos que em 2017 possamos ficar mais próximos desses objetivos e que as dificuldades sejam superadas com o mesmo empenho e sucesso dos desafios já ultrapassados.

Aproveito o momento para agradecer a todos da família Pentágono pela parceria e confiança em mais um ano juntos. Cada um fez com que o ano, mesmo que difícil, tenha sido muito proveitoso. Um Feliz Ano Novo a todos, cheio de reflexões, pensamentos e planejamentos para o futuro que está chegando!

 

Por Bruno Belliboni
Diretor Administrativo Executivo do Colégio Pentágono e Diretor da ABEPAR (Associação Brasileira de Escolas Particulares)