Ser feliz na escola: o uso de personagens como facilitadores da aprendizagem

Ser feliz na escola: o uso de personagens como facilitadores da aprendizagem

Colégio Pentágono

22 Junho 2016 | 09h27

Bruxonça na aula

Pensando em proporcionar aos alunos do 2º ano do Colégio Pentágono da Unidade Morumbi experiências enriquecedoras, que facilitassem a aprendizagem, criamos, há alguns anos, uma personagem: a Dona Cota. Ela foi a primeira personagem que veio ao colégio contar um pouco sobre a vida dos animais e esclarecer dúvidas. Uma velha professora alemã, com visão subnormal, que responderia às perguntas feitas por escrito, com algumas condições: estas deveriam começar com letra maiúscula e terminar com o ponto de interrogação. Os alunos ficaram ansiosos com a visita e capricharam na produção das perguntas. Foi um sucesso!  Além de divertido, conseguimos fazer com que houvesse aprendizagem.

Meses depois, conheceram a Bruxonça, uma bruxa que saiu dos Contos de Fada para mostrar a importância dos marcadores temporais e espaciais em um texto.

Ano passado, preocupadas que estávamos com o problema da água em nosso planeta, trouxemos a Madame Cantareira, que fez os alunos refletirem sobre o Sistema Cantareira e a necessidade de mudarmos os nossos hábitos para economizar e valorizar esse recurso. Ela não veio sozinha: trouxe a Madame Goteira, que incentivava o desperdício, e a cientista Rosita, que trazia sua contribuição científica às aulas.

A cientista Rosita, que havia trazido a personagem Aedes em 2015, voltou esse ano acompanhada da Dengue, da Zika e da Chikungunya, personagens que proporcionaram às crianças momentos de diversão e conscientização.

Trabalhamos usando nossas personagens porque acreditamos que, como preza um dos valores do nosso colégio – o Ser feliz na escola, devemos propiciar experiências de convívio enriquecedoras e formadoras nas muitas horas do dia em que os alunos estão na escola, para que o processo de aprendizagem se desenvolva de forma mais eficaz. Não há ação pedagógica sem intenção. Não há, também, a proposta de atividades diferenciadas sem o apoio da Direção, da Coordenação e dos colegas professores. Somos incentivados pelo colégio a pensar em ações que tornem a aprendizagem de nossos alunos prazerosa e significativa. Pretendemos que essa ação, que começou com a Dona Cota, contagie outros professores para que desenvolvam formas criativas de promover o conhecimento. Já estamos pensando em trazer a Dona Pangeia para discutir com eles sobre a Alfabetização Cartográfica…

“A alegria não chega apenas no encontro do achado, mas faz parte do processo da busca. E ensinar e aprender não pode dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria. ” – Paulo Freire

Por
Márcia Marzocchi, professora do Ensino Fundamental I
Colégio Pentágono – Unidade Morumbi