Os jovens precisam socializar, e a escola é o lugar ideal para isso

Os jovens precisam socializar, e a escola é o lugar ideal para isso

Colégio Pentágono

29 de setembro de 2021 | 15h05

*Renata Biafore

Muito se fala, no ambiente escolar, sobre acolhimento e sentimento de pertencimento. No entanto, as percepções de todos os envolvidos no processo de educação, de forma geral, divergem. Afinal, quem compõe esse ambiente escolar? Se nem todos os envolvidos se sentem parte desse processo, como os problemas e as dificuldades lhe dirão respeito? 

Neste cenário, qual seria, então, o papel de cada um na construção e manutenção de um ambiente saudável, que fortaleça relações baseadas no respeito, na gratidão, nos princípios e valores éticos citados por tantos, tantas vezes?

Um breve momento de reflexão nos mostra a fragilidade das relações em tempos tão adversos. O imediatismo prevalece, o medo da perda angustia, o receio de frustrações paralisa. Mais do que nunca precisamos uns dos outros, mas a empatia tem sido um desafio: os limites estão sendo testados, a tolerância fragilizada e o respeito às diferenças desmerecido.

As atuais circunstâncias trazem à tona, com toda força, o ser humano frágil que existe em cada um de nós, que clama por um olhar, uma escuta, uma luz que ofusque a indiferença. Que olhos estão vendo esse pedido de ajuda, que ouvidos estão prontos para realmente ouvir? 

E quem não consegue fugir desse rol de sentimentos diversos, como se manifesta? Como se sinaliza para o outro que o seu eu está frágil, em perigo? 

Quem está ao redor, como percebe e que ações executa? Atitudes…

A escola, como toda a comunidade escolar, tem um lugar especial neste cenário. No Colégio Pentágono, uma abordagem de acolhimento e proximidade com os alunos tornam o ambiente mais propício para a aprendizagem mútua, a socialização, o aprofundamento de vínculos, um lugar onde é possível  expressar sentimentos – de enxergar-se e de enxergar o outro.

Nesse contexto, torna-se fundamental o estreitamento e fortalecimento da parceria entre a família e a escola, visando um alinhamento das ações que promovam da mesma forma, o fortalecimento emocional dos nossos jovens estudantes. 

Nos é facultado um voto, para que se assegure um acompanhamento real na promoção da autonomia, responsabilização e protagonismo dos jovens, em busca de um mundo melhor, onde os olhares estejam efetivamente voltados para o entendimento do eu e do outro, onde as vozes entoem palavras de afeto, de valorização, de estímulo à vida.

Toda a comunidade escolar precisa confiar em seus propósitos comuns, promover e garantir uma parceria forte e de longo prazo na qual se ouve, mas também se estabelece limites, valorizando o respeito mútuo e fortalecendo valores, que priorizam o humano, formando assim, vínculos que perduram.

É na escola que passamos a maior parte das nossas vidas. Que seja, então, para pais, alunos e professores, um lugar de boas lembranças, de aprendizagem mútua,  desenvolvimento e fortalecimento de valores. Um lugar de acolhimento, que traga sentimentos de realização, de conquistas – também de dificuldades e superações -, onde se tenha a certeza de ter vivido momentos de plenitude.

Precisamos intensificar o sentimento de pertencimento – o que requer atenção, dedicação e cuidado com você, com o outro, com o todo.  

Aceita o desafio?

 

*Renata Biafore – Coordenadora Pedagógica do Ensino Médio do Colégio Pentágono Unidade Perdizes

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