Olimpíadas Científicas

Olimpíadas Científicas

Colégio Pentágono

07 Setembro 2016 | 10h23

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As Olimpíadas Científicas são competições para estudantes do Ensino Fundamental e Médio, com o objetivo de incentivar e encontrar talentos nas diversas áreas do conhecimento, tais como Matemática, Química, Astronomia e Física, entre outras. São eventos muito importantes para a divulgação científica e para despertar vocações.

Bzuneck e Guimarães citam que o clima competitivo em sala de aula caracteriza-se pela condição psicológica em que todo aluno percebe que o grande objetivo a ser buscado nas e pelas aprendizagens é conquistar o primeiro lugar, ser o melhor, aparecer ou brilhar em comparação com os demais, notadamente em termos de notas (Bzuneck e Guimarães, 2004, p. 251).

Quando um aluno se prepara para a disputa de uma olimpíada, ele desenvolve o hábito da pesquisa, do estudo, da procura incessante pelo conhecimento, pela descoberta do novo. Ou seja, desperta a vocação científica e ele passa a se sentir desafiado pelos concorrentes ou pelo próprio conhecimento, além de criar o hábito de trabalhar em equipe e de estudar objetivamente e com a parceria de um professor tutor.

Segundo Covington, a qualidade do estudante que aprende, assim como a vontade de continuar aprendendo, dependem diretamente da interação social entre os estudantes, dos objetivos que trazem à sala de aula, da motivação que deu origem a esses objetivos e das estruturas de recompensa na sala de aula (Covington, 2000, p. 171).

No Colégio Pentágono, existe um programa de treinamento para as Olimpíadas Científicas, no qual os alunos são preparados através de aulas teóricas e da resolução de exercícios que têm o objetivo de aprofundar os conteúdos lecionados nas aulas regulares. Os alunos que frequentam este programa são das três séries do Ensino Médio. Nas aulas de Química, por exemplo, além dos alunos que têm o objetivo de disputar olimpíadas, outros procuram o programa para aprofundar conceitos de certos conteúdos e desenvolver a metodologia de estudo e investigação. Muitos alunos deste programa disputaram várias olimpíadas e alguns deles já conquistaram medalhas de ouro, prata e bronze.

Entre os diversos alunos que disputaram olimpíadas em 2015, destaca-se Giovana Lemos, da 2ª série, que, sob a orientação dos professores da equipe de Ciências (Química e Biologia), disputou a Olimpíada de Neurociências de São Paulo (Brain Bee) e obteve a terceira posição. Na Olimpíada Brasileira de Neurociências (OBN), ela ganhou a medalha de ouro, qualificando-se para a Olimpíada Mundial de Neurociências, na qual fez uma excelente participação.

Giovana sempre teve o hábito do estudo, mas, a partir de sua preparação para o Brain Bee, focou a área escolhida para o seu futuro (Medicina – área de pesquisa). Segundo Giovana, o fato de não ter ganho a Olimpíada Mundial mostrou que ela tem muito ainda a aprender e crescer.

“Minha paixão pela Ciência floresceu quando completei 16 anos. Essa relação envolvente e conflituosa se fortaleceu a partir de um desafio pessoal, algo que começou com uma mera ‘brincadeira’: participar da Olimpíada de Neurociências. A partir do momento que comecei a estudar, porém, os livros da disciplina chamaram minha atenção, pois escapavam da simplicidade e objetividade das matérias escolares. Nesse novo universo, o ‘não saber’ não era temido, mas sim exaltado, pois propunha um desafio, compunha o fundamento de toda a pesquisa, todo o fascínio e o entusiasmo da descoberta. No final, meus estudos não se tratavam apenas da olimpíada, mas também representavam uma busca por quem sou e quem quero ser, uma jornada que nunca deixarei de trilhar”, conta Giovana Lemos.

Esse ano, Giovanna se destacou ao ocupar o 20º lugar na OBB (Olimpíada Brasileira de Biologia). Na Olimpíada de Matemática Canguru, outros 11 alunos do Pentágono conquistaram medalhas de ouro, além de excelentes classificações que trouxeram, também, medalhas de prata e bronze.

A participação de um aluno nas olimpíadas traz crescimento pessoal e acadêmico e pode, ainda, chamar a atenção de algumas universidades no exterior, que costumam levar em consideração esse tipo de atividade realizada durante o Ensino Fundamental e Médio. Muitos alunos brasileiros que participaram de olimpíadas internacionais conseguiram ser admitidos em universidades como Yale e Harvard, por exemplo.

Tais alunos, quando iniciam o curso superior, normalmente ficam próximos de programas de iniciação científica, pois as características desenvolvidas por eles durante o período de olimpíadas já os credenciam para tal atividade. A iniciação científica é um programa que introduz o aluno da graduação à pesquisa acadêmica.

José Manuel Ces Rodriguez
Professor do Ensino Médio do Colégio Pentágono