Núcleo Ecológico do Colégio Pentágono: A união do exercício da cidadania e a sustentabilidade na escola

Núcleo Ecológico do Colégio Pentágono: A união do exercício da cidadania e a sustentabilidade na escola

Colégio Pentágono

16 Março 2016 | 08h30

3e (2)

Nas últimas décadas, o consumismo desenfreado e a má gestão dos recursos naturais têm gerado consequências drásticas como, por exemplo, as mudanças climáticas. A natureza, por sua vez, tem nos alertado, sinalizando, desse modo, a necessidade do envolvimento de todos na preservação do meio ambiente, papel importante a ser desempenhado pela escola. Desde a Conferência Intergovernamental sobre Educação Ambiental, realizada em Tbilisi (EUA), em 1977, iniciou-se um amplo processo para criar condições que formem uma nova consciência sobre o valor da natureza.

Como atestam as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Ambiental (1997), queremos uma “abordagem da educação ambiental que propicie uma postura crítica e transformadora de valores, de forma a reorientar atitudes para a construção de sociedades sustentáveis, reconhecer o protagonismo social e colocar o próprio educando como componente, agente da gestão sustentável e beneficiário da repartição de recursos do meio ambiente.”

O desafio que se coloca a partir de então é formular uma Educação Ambiental que seja crítica e inovadora. A escola procura formar um sujeito ecológico, capaz de identificar e de problematizar as questões socioambientais, agindo sobre elas. Assim, a educação ambiental deve ser, acima de tudo,um ato político voltado para a transformação social. Qual deve ser, então, o caminho para atividades perenes e sustentáveis nas escolas, que promovam uma transformação comportamental no nosso aluno?

No Ensino Fundamental I do Colégio Pentágono, dois alunos por turma são eleitos pelos colegas da classe para agirem como representantes do Núcleo Ecológico – os chamados Agentes Ambientais. A eleição é um momento de aprender a decidir democraticamente e de escolher um colega que participe ativamente das reuniões que acontecerão ao longo do ano.

Após a eleição dos Agentes Ambientais, uma das atividades é a assinatura do Termo de Compromisso com o Núcleo Ecológico, que, entre outras coisas, informa que o Agente Ambiental deve sempre ter ações de respeito ao meio ambiente, pois ele é um exemplo para os que o cercam.

Os alunos eleitos têm uma missão muito importante em nossa escola: são responsáveis por colaborar com os projetos de responsabilidade ambiental do colégio, trazendo ideias, discutindo necessidades e apresentando propostas, não só entre o grupo, mas também com os seus colegas de classe e com toda a comunidade onde vivem.

A missão do Núcleo Ecológico é passar adiante os conhecimentos adquiridos nas pesquisas e reuniões, compartilhando as novas informações com os colegas de turma, outros colegas da escola, familiares e amigos. Além disso, o Agente Ambiental deve ficar atento às novidades e curiosidades das questões da área, levando-as para serem discutidas com os colegas e professores.

Priorizamos a identificação de problemas ambientais e a busca de soluções por meio de campanhas pensadas nas reuniões do Núcleo e colocadas em prática pelos Agentes Ambientais, professores, funcionários, alunos e toda a comunidade. Entre as campanhas, destacamos a coleta e o destino correto para pilhas, baterias, óleo de cozinha e chapas de raio-x; o uso de papel rascunho; a reciclagem do lixo da escola; a prevenção da dengue; a conscientização e a prevenção do desperdício de alimentos.

Além disso, essas campanhas são processos permanentes de formação individual e coletiva, que geram reflexão, construção de valores, saberes, conhecimentos, atitudes e hábitos, visando uma relação sustentável entre a sociedade e o meio ambiente. Estimular o aluno a transmitir os novos conhecimentos para os colegas, e também em casa, é o ponto-chave do sucesso do Núcleo Ecológico. Trata-se de promover o crescimento da consciência ambiental, expandindo a possibilidade de a população participar, em um nível mais alto, das suas próprias decisões em relação ao consumismo, como forma de fortalecer a corresponsabilidade na fiscalização e no controle da degradação ambiental.

Por,
Amanda Macchion Moraes
Coordenadora de área e professora de Ciências do Colégio Pentágono