Não se fazem mais pais como antigamente…

Não se fazem mais pais como antigamente…

Colégio Pentágono

08 Agosto 2018 | 18h11

Não se fazem mais pais como antigamente, ainda bem!

Os tempos mudam e mudam as coisas, algumas para melhor.

O filho de uma amiga, pai de uma linda garotinha, ficou muito incomodado com o comentário da própria mãe elogiando o fato de ele ajudar a esposa nos cuidados com a bebê, trocar fralda, dar a mamadeira, atender quando ela chora. O motivo da indignação foi a palavra “ajudar”. Para ele e para muitos de sua geração, cuidar do filho é tarefa partilhada com a mãe, igualitariamente, de forma que ambos se sintam responsáveis pelo bem-estar e desenvolvimento das crianças. Para essa turma de pais jovens, não existe motivo para determinar o que é obrigação da mulher e o que é obrigação do homem na realização das tarefas ditas domésticas. Ambos podem e devem atuar da mesma forma. “Só não consigo amamentar, ainda”, afirma o indignado filho da minha amiga.

Em outros tempos, cuidar dos filhos era tarefa exclusiva das mulheres, cabendo a elas toda a responsabilidade pela higiene, alimentação, estudos e lazer das crianças. Aos pais que, mesmo assim, eram considerados bons pais, cabia, apenas, acompanhar e fortalecer a boa educação que os filhos estavam recebendo. Os de boa vontade achavam um tempinho para conversar ou fazer alguma brincadeira com as crianças, mas o trabalho duro era coisa das mães.

Nos dias de hoje, com as mulheres cada vez mais atuantes no mercado de trabalho, os homens assumiram, com a maior naturalidade, o compartilhamento das obrigações com a família, tanto nas questões financeiras como nas atividades de manutenção e cuidados, com a casa e os filhos. Foi um grande avanço, pois os ganhos com essa nova postura trazem benefícios tanto para as crianças, que convivem de maneira mais natural com os pais, como para os próprios pais, que se abrem para lidar com aspectos de sua personalidade que antes ficavam latentes, pois lhes era negada a possibilidade de viver emoções e sentimentos que esse contato mais próximo com os filhos promove.

Na atualidade, com nossas mentes mais abertas, sabemos que a maternagem pode ser exercida por qualquer pessoa, independentemente do gênero. Ela envolve o toque, que é muito importante para a criança nos primeiros anos de vida. Ao nascer, a criança não tem noção de si mesma e é o colo, o aconchego e o carinho oferecido por quem cuida dela que lhe fornece, através do contato físico, a percepção do próprio corpo, seus contornos e consistências.

A percepção do toque, da voz e do cheiro proporciona a matriz com a qual essa criança vai se relacionar com as outras pessoas e com o mundo. Se ela for acolhida e respeitada nos seus primeiros dias de vida, muito provavelmente reproduzirá esse comportamento em seus relacionamentos futuros.

Aqui, no Colégio Pentágono, temos um dia totalmente dedicado ao convívio entre pais e filhos. Celebramos essa relação cada vez mais cheia de sentimentos e emoções, cada vez mais humana.

Feliz dia dos pais a todos, pais e mães!

Heloísa Porto Alegre
Orientadora Educacional do Colégio Pentágono