Construindo vínculos de confiança

Construindo vínculos de confiança

Colégio Pentágono

14 Março 2018 | 11h30

A palavra vínculo é derivada do latim vinculu e significa tudo o que ata, liga ou aperta, segundo o Dicionário Aurélio. De modo geral, pode ser traduzida pelo termo “relação”. O vínculo se refere ao modo de se relacionar, aos laços que se estabelecem em torno de cada indivíduo, aos indivíduos com quem uma pessoa está relacionada emocionalmente ou que, ao mesmo tempo, estão relacionados a ela.

Mas, afinal, de que vínculo/afetividade estamos falando? Até mesmo conceituar o termo é difícil, tendo em vista as diversas teorias a respeito. A definição de que tratarei aqui é da construção de uma relação pautada por uma visão de aluno integral, com aspectos emocionais, motores, culturais e sociais, e foi escolhida por ser considerada a mais abrangente, capaz de abarcar todos os aspectos da relação entre professor-aluno e aluno-escola. Atente-se, porém, que ela nada tem a ver com deixar de estabelecer limites.

A importância dos afetos se sintoniza, nesse sentido, com o enfrentamento de uma realidade que pode ser observada nas escolas, levando em conta que o ambiente escolar é, atualmente, um importante ponto de encontro presencial, tanto entre os alunos quanto desses com os professores. Portanto, as trocas e as atividades possíveis a partir desse encontro devem ser valorizadas ao máximo

No entanto, não está apenas nas mãos dos professores a responsabilidade de construir uma escola mais afetiva. O Colégio Pentágono, por exemplo, também aposta no importante papel dos gestores como reguladores das relações, que podem, ainda, contribuir com informações e estímulos.

Para que sejam vencidos os desafios da relação com os alunos e a afetividade se transforme em uma ferramenta efetiva, é necessário que estejam claras as intencionalidades do educador em suas ações e escolhas. Na prática, isso significa literalmente que o professor preste atenção na intenção por trás de cada atitude, aproximação, gesto ou fala, percebendo se esta está auxiliando ou não na construção de sentimentos positivos, como respeito e confiança. Isso levando-se em conta que a natureza dessas intencionalidades pode variar de turma para turma, de aluno para aluno e, também, de etapa para etapa do processo de escolarização.

Entretanto, é preciso alertar: o uso da afetividade não é sinônimo de sucesso escolar. Mas é essencial para que o aluno dê os passos que é capaz de dar com segurança, mesmo que, a princípio, isso signifique apenas ir para a escola com mais vontade, o que dialoga com um importante valor do Colégio Pentágono: o aluno deve, potencialmente, SER FELIZ NA ESCOLA.

A competência técnica científica e o rigor acadêmico, de que o professor não deve abrir mão no desenvolvimento do seu trabalho, não são incompatíveis com a amorosidade necessária às relações educativas.” (Paulo Freire, 1996, p.11)

Por Thaís Ramos Nucci Zanetti
Coordenadora do Ensino Fundamental I – 1ºs, 2ºs e 3ºs anos – da unidade Perdizes do Colégio Pentágono