As relações virtuais no labirinto das redes sociais

As relações virtuais no labirinto das redes sociais

Colégio Pentágono

13 Julho 2016 | 09h51

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O espaço virtual das redes sociais possibilitou mudanças na forma do ser humano se relacionar, informar, divertir-se.  Como a internet está modificando a amizade entre os jovens? Como é o relacionamento pessoal neste mundo virtual? Estas são questões atuais para pais e educadores.

Nas conversas com os alunos e alunas do Colégio Pentágono, percebe-se que as redes sociais são um ponto de encontro entre os amigos. Cada rede social é usada para uma coisa. As classes do Fundamental II e do Ensino Médio têm grupos de WhatsApp para  estudar e tirar as dúvidas. Na verdade, há alunos que têm vários grupos no WhatsApp, cada um com um objetivo. Utilizam mais  Snapchat, Twitter e Instagram para mensagens rápidas e imagens. Não gostam muito do Facebook, “é coisa de adulto”. Cada rede social possui um curto tempo de vida útil, os jovens querem é novidade.

Todos os jovens concordam que as redes sociais tornaram  muito mais fácil manter contato com os amigos e conhecer gente nova. Mas são “amigos” de verdade”?

O relacionamento virtual, por estranho que pareça, é virtual e real ao mesmo tempo. Nas redes sociais, acontecem as ajudas, os  conflitos, a troca de fotos e de afetos. Muitas vezes, há possibilidade de maior  conhecimento do outro e de si próprio. As redes sociais não substituem os relacionamentos reais, mas os complementam.

Sabemos que o grupo de amigos passa a ser uma referência de apoio para o adolescente, que está afirmando a sua identidade. Através da internet, o grupo de “iguais a mim” se torna cada vez mais possível. Os jovens utilizam sistemas de mensagens instantâneas para se conectar com os mesmos colegas que veem diariamente, enriquecendo esses relacionamentos.

Por outro lado, temos jovens que preferem os relacionamentos virtuais aos reais. Como disse uma aluna: “Minha melhor amiga é virtual, conheci em um game e sou amiga pelo Skype. Nos identificamos em muitas coisas. Mas não conheço os defeitos dela”.

No colégio, realizamos um programa de prevenção ao uso inadequado das redes sociais. Alertamos para os riscos de exposição excessiva, para o respeito que devem ter para com os outros, evitando ofensas e xingamentos. Algumas vezes, os conflitos ocorridos nas redes sociais ultrapassam os muros da escola e temos que atuar para encaminhar uma solução.

Quanto às novas amizades,  adicionadas  à  rede social  com um simples clicar em alguém para se tornar seu amigo, há um mundo aberto de descobertas e possibilidades interessantes.  Mas também alertamos para os riscos que este novo relacionamento pode trazer.

Para as pessoas que têm receio de que as redes sociais substituam o contato ao vivo, vale notar que a  frase mais ouvida foi: “Quando estamos interagindo ao vivo, esquecemos das redes sociais. É muito melhor.”

Vale destacar que, no termo de uso das principais plataformas de comunicação virtual, a idade mínima para criar um perfil é 16 anos, mas muitos têm acessado antes de atingir essa idade.

Adriana Giorgi Costa
Orientadora Educacional do Colégio Pentágono