As Relações Sociais na Educação Infantil

As Relações Sociais na Educação Infantil

Colégio Pentágono

04 Maio 2016 | 09h00

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Ao nascer, a criança se depara com um universo até então desconhecido. Dia a dia, ao se relacionar com a mãe, o pai, os irmãos, os avós, os tios etc., ela começa a perceber o mundo e a se perceber como um indivíduo. O ser humano se constitui na relação com o outro, passando pelas significações que este lhe atribui.

Ao entrar na escola, ainda na Educação Infantil, as relações se ampliam e as crianças passam a interagir com outros adultos e, também, com diferentes crianças, que vieram de diferentes famílias, com culturas, valores e atitudes distintas. Compreende-se que a criança se constitui e se desenvolve pelas interações, relações e práticas cotidianas a ela proporcionadas e por ela estabelecidas, com adultos e crianças de diversas origens, nos contextos em que ela se insere. É por meio do outro que o mundo começa a adquirir significado, o que atribui a esse outro um papel fundamental na relação da criança com o mundo.

O currículo da educação infantil é concebido como um conjunto de práticas que buscam articular as experiências e os saberes das crianças com conhecimentos que fazem parte do patrimônio cultural, artístico, científico e tecnológico. Tais práticas são efetivadas por meio das relações sociais que as crianças desde pequenas estabelecem com os professores e as outras crianças, e afetam a construção de suas identidades. (BRASIL, 2009a)

No Colégio Pentágono, as relações são muito valorizadas desde a Educação Infantil até o Ensino Médio. Nas relações sociais, trabalhamos habilidades socioemocionais. É por meio dos jogos, dos trabalhos em pequenos grupos e das brincadeiras no parque que desenvolvemos habilidades que serão usadas durante a vida toda de nossos alunos, tais como a resiliência, a capacidade de construir coletivamente e a sensibilidade para olhar para o outro.

Ao se relacionar, o aluno vivencia situações de aprendizagem constantes. Os conflitos, os desentendimentos, as frustrações e as diferenças de ideias são normais e muito saudáveis para que aprendam desde pequenos a perceber o que a sua ação causa no outro, a se colocar no lugar do amigo e a respeitá-lo.

Para os bem pequenos, o impulso, muitas vezes, faz com que tentem resolver os seus conflitos por meio da força física, e isso não está relacionado ao fato da criança ser ou não agressiva. Entre outros fatores, o desenvolvimento da maturidade física e emocional, a aquisição da linguagem oral e o maior controle corporal são fundamentais para que os alunos entendam que podem conversar e resolver as suas questões por meio do diálogo, verbalizando os seus sentimentos e desagrados. Pouco a pouco, a criança vai se socializando, criando vínculos e formando os seus valores a partir do convívio com os outros.

Respeitar diferentes opiniões é um desafio que faz parte do processo de aprendizagem. Na escola, propiciamos essas relações para garantir o contexto social. E, se possibilitarmos que desde pequenos os alunos vivenciem as mais diferentes situações, tendo sempre um adulto ao seu lado dando suporte, para que aprendam pouco a pouco a se colocar no lugar do outro e a respeitar diferentes opiniões, formaremos cidadãos autônomos, coerentes e com um olhar para o outro.

Por,
Camila Haddad Monteiro Petroline
Coordenadora da Educação Infantil – Unidade Alphaville