Aprendizado com excelência – English as a Second Language

Aprendizado com excelência – English as a Second Language

Colégio Pentágono

29 Junho 2016 | 09h11

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Trabalhando há 20 anos no Colégio Pentágono com o ensino da Língua Inglesa nas séries iniciais,fui questionada inúmeras vezes pelas famílias sobre várias questões, sendo as mais recorrentes:“O aprendizado do segundo idioma compromete a apropriação da língua materna?”,“Aprender Inglês precocemente prejudica a alfabetização em Português?”, “Qual a melhor idade para começar a estudar Inglês?” e, até mesmo, “Quanto tempo leva para que os alunos contemplem esse aprendizado?”

Por conta desses questionamentos, comecei a aprofundar os meus estudos buscando várias referências teóricas, pesquisas nacionais e internacionais, e, com propriedade, afirmo que quanto mais cedo se inicia o aprendizado de um novo idioma, mais permanente e rápida será a sua aquisição.

Na Educação Infantil, a extrema plasticidade do cérebro possibilita conexões com as novas informações a partir das vivências oferecidas, daí a facilidade para a construção de novas habilidades.

A pronúncia também é beneficiada por não ter tanta influência da língua materna e, em grande parte, nesta faixa etária, será levada para a vida toda.

Entre as pesquisas, uma me chamou a atenção em especial: a Univesity College London – 2004 constatou, entre mais de 100 pessoas adultas que estudaram Inglês como segunda língua, dos 5 aos 10 anos de idade, que estas fizeram mais conexões cerebrais, desenvolveram melhor as habilidades intelectuais e, assim, alcançaram maior fluência no idioma.

E quanto à alfabetização? Não, a apropriação do Sistema de Escrita Alfabética não é prejudicada, muito pelo contrário. Quando a criança estuda um novo idioma, ela estimula as suas funções cognitivas, o que potencializa o aprendizado de outras disciplinas e habilidades. Condição essa muito valorizada no Colégio Pentágono, em que podemos observar o processo de alfabetização favorecido por um trabalho de grande intencionalidade e investimento, o que gera a dupla conquista na construção da linguagem de maneira simultânea, sem prejuízo algum, apenas agregando conhecimentos.

Diante do exposto, torna-se mais fácil compreender as contribuições que o ensino de uma segunda língua, já na Educação Infantil, pode garantir às crianças.

Segundo Vygotsky, “a função primordial da fala é a comunicação, o intercâmbio social”, daí o investimento no aprendizado com foco na oralidade, por meio de vivências, ou seja, o “learning by doing”, porque acreditamos que quanto mais próximo da realidade forem as atividades desenvolvidas nas práticas em sala de aula, mais significado e sentido essas experiências trarão aos alunos e mais efetiva será a aprendizagem!

As crianças podem e devem nutrir desejo por aprenderem uma nova língua e, por conta disso, o enfoque deve ser direcionado para aulas lúdicas, porque brincadeiras proporcionam aprendizados divertidos e tornam-se ferramentas de fixação do conteúdo aprendido.

Portanto, se os pais desejam realmente que seus filhos dominem outro idioma, devem iniciá-los em uma escola que defenda esses pressupostos com seriedade, a fim de evitar transtornos de compreensão ou pronúncia, vislumbrando as vantagens de um compromisso com o ensino da língua para toda a vida.

Por,
Maria Cristina Chiochetti
Assessora de Língua Inglesa da Educação Infantil e do Fundamental I do Colégio Pentágono