Aprender em convívio: uma medida essencial

Aprender em convívio: uma medida essencial

Colégio Pentágono

28 Fevereiro 2018 | 10h34

Conviver não é uma tarefa fácil. Justamente por isso, merece ser cuidada, tem que ser aprendida. Pesquisas apontam que cada vez mais o mercado de trabalho tem recebido pessoas altamente preparadas, com certificações nacionais e internacionais. No entanto, falta-lhes determinadas habilidades socioemocionais. E muitas delas são desenvolvidas por meio do convívio.

Conviver com o outro permite exercitar a tolerância, a paciência, a empatia e, por que não, o autoconhecimento. No Colégio Pentágono, essa é uma preocupação recorrente, fundamentada em nossos cinco valores. O aluno não é tratado como um ser inteligente somente. Preza-se pelo desenvolvimento do cidadão global, em todos os anos da sua vida escolar.

No caso da Educação Infantil, o convívio permite que o aluno tenha acesso a uma formação tanto socioemocional quanto cognitiva. A criança pode aprender tanto pela imitação quanto pelo conflito. O próprio desenvolvimento da linguagem acontece pela interação com o outro. Nesse sentido, as ações pedagógicas são sempre permeadas por uma intencionalidade que, muitas vezes, fica invisível ao aluno: uma roda de conversa, de leitura, ou até mesmo os espaços em que a brincadeira acontece se tornam recursos essenciais para conviver e aprender.

Documentos oficiais, como o RCNEI – Referencial Curricular Nacional de Educação Infantil e a BNCC – Base Nacional Comum Curricular apontam a relevância deste trabalho ao sugerirem situações em que a criança conviva com o outro: quer seja contando para toda a sua turma sobre como foi o seu fim de semana, quer seja ouvindo o que o amigo tem a dizer acerca de uma determinada temática ou, até mesmo, vivenciando papéis no campo das brincadeiras simbólicas.  E ela sempre aprende envolvida  em um cenário de convívio.

Vygotsky, uma das referências em se tratando das teorias de aprendizagem, já trazia essa temática ao referenciar que a criança aprende pela interação: com o outro e com o meio. Nesse sentido, o papel do professor é o de mediador dessas situações de aprendizagem.

Em nosso colégio, a convivência está em evidência em todos os espaços escolares: na organização da sala, nos recursos a serem oferecidos aos alunos, nas explorações das atividades dentro e fora da sala de aula. Tudo devidamente planejado por nossa equipe, com a intencionalidade que a faixa etária exige: conviver com o outro aos três anos de idade não é o mesmo que conviver com o outro aos 30, aos 50, aos 70 anos. Somos seres construídos culturalmente, marcados por nossas experiências, nossas falhas e acertos. Trazemos uma bagagem e a convivência culmina na ampliação desses saberes, no momento da partilha, da troca. E é por isso que o convívio promove o desenvolvimento de competências linguísticas, como o falar e o ouvir.

Assim sendo, o respeito, a tolerância, a aceitação e a percepção do outro também acompanham esse raciocínio. Pesquisas apontam que conviver com o outro desde sempre ajuda a criança a lidar melhor com as diferenças, minimizando preconceitos.

Formar cidadãos que saibam cooperar, tenham respeito, comprometimento e transparência em suas ações e ainda saibam inovar, esses são os valores do Colégio Pentágono. Cidadãos que saibam conviver. Essa é a nossa meta. E esse tem sido o nosso desafio.

Priscila Azevedo
Coordenadora da Educação Infantil da unidade Morumbi do Colégio Pentágono