A valorização do professor por meio da formação continuada

A valorização do professor por meio da formação continuada

Colégio Pentágono

28 de abril de 2022 | 11h24

Por Mara Pérez*

Não é segredo para ninguém que o papel do educador mudou. Hoje em dia, a sala de aula se transformou em uma sala de compartilhamento de experiências, ideias e sentimentos e todos nós, alunos e professores, passamos a nos atentar mais profundamente às questões de saúde mental. Como seres humanos, precisamos de uma escuta, que quando ativa, nos reconhecemos no outro e o outro se reconhece na gente. 

O papel do professor atualmente é o de curador e de orientador. Curador, porque é ele quem escolhe o que é relevante entre tanta informação disponível e ajuda os alunos a encontrarem sentido no mosaico de materiais e atividades disponíveis. E orientador, no sentido também de cuidador: ele cuida de cada um, dá apoio, acolhe, estimula, valoriza, orienta e inspira. 

Segundo Vernon (1973), a motivação é uma força interna e única. Ninguém consegue  observar a nossa motivação, mas é ela que regula e sustenta as ações mais importantes

Tanto educadores quanto alunos precisam de competências essenciais nesse novo século: aprender a ser, a conviver, a fazer e até aprender a aprender. Cabe ao gestor e à sua equipe promoverem o bem-estar e tranquilidade de todos os que atuam na escola, pois só com equilíbrio e resiliência podemos alcançar nosso objetivo maior: uma educação de alta qualidade. O mundo é volátil, intrincado e ambíguo, onde as transformações são constantes, com direções incertas e um nível de complexidade cada vez maior. É difícil prever, fácil errar e ficar para trás. 

Para isso, o educador tem que se renovar em pouco tempo, um processo muitas vezes sensível e bonito, pois ele busca e se adapta. Para ajudar nessa jornada de constante atualização para o mundo, o Colégio Pentágono desenvolveu um Centro de Desenvolvimento interno para todos os docentes, com cursos gratuitos que buscam motivar os professores a criarem aulas inovadoras e diferenciadas. 

Nesse sentido, os gestores também precisam fomentar o diálogo e o debate junto ao corpo docente. Precisam ser facilitadores, aliados, ter um olhar inovador e caminhar com os professores no sentido de reformular o pensamento e enfrentar as incertezas. É fundamental alinhar o papel do professor e dos gestores nessa nova escola inovadora que se apresenta pós pandemia, entendendo que a comunidade é aprendente e que se aprende com os seus pares. Trata-se de como cuidar e como estabelecer vínculos fortes com transparência e verdade, identificando os riscos para fazer a coisa certa. É necessário construir laços fortes com seus colaboradores e ao mesmo tempo ajudar a comunidade na qual estão inseridos, permitindo que façam parte das grandes mudanças que estão por vir. 

 Para o Colégio Pentágono, o capital humano é essencial para o sucesso de uma organização. Atrair talentos, treinar e retê-los continua sendo essencial. Enquanto no passado as pessoas eram atraídas pela remuneração e pelos benefícios, atualmente as empresas têm também que oferecer um propósito.

O Centro de Desenvolvimento Pentágono oferece cursos com o intuito de amparar, formar e orientar seus colaboradores. Um exemplo é o curso “Cuidar de quem cuida: o socioemocional na educação”.

Em conclusão, mais do que nunca, fazem-se necessárias competências socioemocionais e muita empatia para que o capital humano, nesse caso a equipe docente, se reconheça no propósito da instituição e no seu propósito de vida. O futuro tem de ser planejado sem medo de errar, considerando as incertezas como mola propulsora para novos insights. É preciso saber aonde se quer chegar e isso não significa seguir um único plano, mas sim correr mais riscos, conhecer novas perspectivas, quebrar paradigmas, unir-se a redes colaborativas. Enfim, abrir-se ao novo. 

*Mara Pérez é Orientadora Educacional da Unidade Perdizes do Colégio Pentágono

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