A importância das aulas de laboratório nas diversas áreas da Ciência: o desenvolvimento de competências

A importância das aulas de laboratório nas diversas áreas da Ciência: o desenvolvimento de competências

Colégio Pentágono

27 Abril 2016 | 09h00

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É muito comum, dentro do processo de ensino de Ciências, as escolas negligenciarem a utilização do laboratório pelos mais diversos motivos, dentre os quais se destacam a falta de tempo, de recursos e o engajamento dos profissionais envolvidos. Isso, com o passar do tempo, fez com que a não utilização do laboratório se banalizasse e a sua eficácia fosse questionada, assim como a necessidade de mantê-lo em uma instituição de ensino. Contudo, o Colégio Pentágono percebeu que essa lógica precisava ser revertida e passou a incentivar as aulas de laboratório.

Por que optamos por utilizar mais o laboratório?

Para responder a tal pergunta, precisamos nos voltar ao objetivo real da escola, que é o desenvolvimento de diversas competências que, na taxonomia de Bloom, são: dominar a linguagem, compreender processos, diagnosticar e enfrentar problemas reais, construir argumentações e elaborar proposições solidárias. E estas servem de referência tanto para os Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio (PCNEM), quanto para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM).

No Colégio Pentágono, durante o ensino de Ciências, o desenvolvimento de algumas competências começa na sala de aula, especialmente o domínio de linguagem. Todas as disciplinas envolvidas possuem códigos muito específicos, cuja articulação constrói uma nova linguagem que, depois, é extrapolada para a compreensão de mundo. Ou seja, desenvolve-se a competência geral de representação e comunicação. Mas é importante ressaltar que, quando chegamos ao laboratório, todo esse processo ganha muito mais sentido, uma vez que vivenciar situações favorece o aprendizado de maneira significativa, porque saímos do campo teórico e partimos para o prático.

Dentro do laboratório, existe uma outra competência geral que buscamos desenvolver, que é a investigação e a compreensão e, nesse momento, esse espaço é soberano e passa a ser uma importante ferramenta. Um simples exemplo é o trabalho com modelos que, basicamente, fundamentam toda a Ciência ao descrever algo que, muitas vezes, não conseguimos ver, ao propor um simples experimento, em que uma caixa lacrada contém algo desconhecido e pede-se que esse objeto seja descrito, com o maior número possível de características. Sem abri-la, o aluno passa a vivenciar o método científico, que engloba: investigar, observar, levantar hipóteses, experimentar e explicar por meio de leis ou teorias. O aluno do Pentágono sente a necessidade de desenvolver a compreensão dos processos, diagnosticar e enfrentar problemas reais, algo que torna o aprendizado significativo.

E, por fim, como consolidar tudo isso?

O ponto final dessa rotina está na confecção dos relatórios científicos, em que todo esse processo é contextualizado, ou seja, constroem-se argumentações para tudo o que foi observado e tenta-se elaborar propostas para que o experimento realmente tenha significado.

Por
Pablo Soares Damaceno
Coordenador Pedagógico do Ensino Médio – Unidade Alphaville
Coordenador de Química do Colégio Pentágono