A importância da atividade física na pandemia

A importância da atividade física na pandemia

Colégio Pentágono

23 de abril de 2021 | 13h10

Por Claudia Stefanini*

No início da pandemia tivemos que ficar em casa, em pleno isolamento, dificultando o acesso a espaços adequados para a prática de exercícios físicos. E assim muitos permanecem até o momento atual. O impacto causado pela inatividade traz prejuízos severos para a saúde, para a socialização e para o bem-estar emocional. 

É sabido que se exercitar de níveis moderados a elevados provoca a liberação de hormônios responsáveis pela sensação de felicidade e prazer. Além disso, esses hormônios, como a adrenalina e o cortisol, provocam alterações na produção e liberação das células de defesa do organismo, os leucócitos, responsáveis pela imunidade. Tanto em crianças como em adultos.

No final de 2020, a Organização Mundial de Saúde – OMS atualizou as diretrizes sobre a prática de atividade física. As novas recomendações especificam que adultos devem praticar de 150 a 300 minutos por semana de exercícios de intensidade moderada ou de 75 a 100 minutos de exercícios de intensidade vigorosa.

Para as crianças e adolescentes, os exercícios devem ter duração de 60 minutos por dia de intensidade moderada a vigorosa. As atividades para esse grupo dos mais jovens devem ter predominância aeróbica, como corridas, pedaladas, jogos esportivos e, para um ganho adicional, incluir atividades que fortaleçam os músculos e ossos, pelo menos 3 vezes por semana, com prática de saltos, carregamento de objetos pesados, flexões de braço e exercícios abdominais . 

Estudos mostram que a falta de atividade física para as crianças traz impactos negativos ao seu desenvolvimento. As crianças que apresentam um maior acervo motor desenvolvem uma maior capacidade cognitiva na vida adulta, em função do aumento dos estímulos cerebrais, as sinapses, realizadas pelo cérebro nas atividades físicas. A aprendizagem motora na infância possibilita uma maior coordenação e controle motor durante a vida, facilitando a adaptação do corpo em relação ao espaço à sua volta.

A prática sistemática de atividade física na adolescência afeta positivamente o equilíbrio hormonal, reduzindo as alterações de humor dos jovens, por exemplo. Além disso, a atividade física regular de forma geral, ainda melhora o sono, o bem-estar geral, acalma, alivia a ansiedade e depressão.

Com as academias e clubes fechados, o importante é adaptar um jeito de praticar exercícios físicos em casa. Os alunos do Colégio Pentágono participam das aulas de Educação Física no sistema presencial na prática, com atividades intensas e divertidas. Quando as aulas estão no sistema virtual, os professores oferecem atividades adaptadas aos alunos para serem desenvolvidas em casa. Para complementar os minutos semanais indicados pela OMS e tornar essa prática divertida, você pode organizar uma disputa com seus filhos.

Elabore uma tabela de atividades em conjunto com toda a família e atribua pontos para cada uma delas. Por exemplo, uma tarefa pode ser pular corda. Marque um tempo para ela: 5 minutos. E cada um deve contar suas tentativas durante a atividade. Quem errar menos, marca mais pontos. A atividade pode se repetir por toda a semana em conjunto com outras atividades. 

Você pode organizar uma gincana também: faça 2 bolas de meia e separe um balde. Marque uma distância razoável com uma corda ou fita para delimitar o espaço entre o balde e o local dos arremessos. Cada um deverá por 2 minutos arremessar as bolas de meia no balde e voltar para pegá-las e arremessar novamente. Quem marcar mais “cestas” será o vencedor. Coloque as cadeiras da cozinha ou da sala de jantar em forma de túnel. Marque o tempo que cada um leva para rastejar por baixo delas. Repita várias vezes essa tarefa e some os tempos das tentativas. O menor tempo será o vencedor. 

Mais uma: cada participante escolhe uma música. Cada um na sua música deverá fazer uma dança e ser imitado pelos outros. 

Você pode montar a tabela das atividades conjuntas com sugestões das crianças. Se forem crianças maiores, pode-se incluir exercícios abdominais, exercícios de flexão alternadamente com atividades de corrida, saltos e caminhadas, se o local permitir. 

E lembre-se: “qualquer atividade física conta e praticar alguma atividade física é melhor do que nenhuma” (OMS). E não esqueça do prêmio ao vencedor da semana!

 

* Claudia Stefanini é consultora da área de Educação Física para o Colégio Pentágono

Dados: WHO guidelines on physical activity and sedentary behaviour. Geneva: World Health Organization; 2020. Licence: CC BY-NC-SA 3.0 IGO.

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