A escolha da faculdade: ficar no Brasil ou ir para outro país?

A escolha da faculdade: ficar no Brasil ou ir para outro país?

Colégio Pentágono

17 de junho de 2021 | 11h38

Por Daniela Pensado*

Novas exigências e tendências do mercado de trabalho, o desejo de morar em outro país, a curiosidade sobre universidades mundialmente reconhecidas, entre outros motivos, têm colaborado para que mais alunos escolham faculdades estrangeiras para seguir com seus estudos. Mais que um sonho, fazer universidade no exterior pode ser uma grande oportunidade de desenvolvimento pessoal e profissional.

Foto: David Jakab

As dúvidas dos estudantes e das famílias acerca dessa escolha são muitas e o papel da escola em ajudar neste processo é fundamental. No Colégio Pentágono, a ajuda para que essa decisão seja tomada de forma mais confiante envolve diversos programas e suportes. Fazem parte da grade as aulas de projeto de vida, nas quais os alunos têm a oportunidade de desenvolver o autoconhecimento, fundamental para o processo de tomada de decisão. Além disso, os alunos podem fazer parte do programa Bridges, curso ministrado em inglês para estudantes a partir do 6º ano até o Ensino Médio, que tem como objetivo o desenvolvimento do idioma, de habilidades socioemocionais e de temas atuais específicos, entre eles, um módulo voltado para orientação de carreira e estudos internacionais. Nesse módulo, os jovens analisam informações e possibilidades sobre universidades estrangeiras. Todos os alunos que pensam em estudar em outro país podem, ademais, contar com orientação individualizada dos coordenadores do Departamento Internacional. 

Uma das primeiras questões que se deve considerar é que a experiência de morar em outro país é diferente da que se tem como turista. Cabe ao aluno, com o apoio do colégio e da família, se perguntar quais são os motivos que os fazem considerar aplicar para universidades estrangeiras. Tendo algumas alternativas de resposta para esta primeira pergunta, parte-se para a fase de pesquisa. Esta etapa é determinante para que o processo alcance o resultado esperado. 

Quanto mais o aluno ampliar seu leque de opções, mais rica será a etapa de pesquisa. Por ampliar, entende-se avaliar diferentes países, cidades e universidades. Os Estados Unidos costumam ser a primeira opção para muitos estudantes, no entanto, outros lugares podem se alinhar melhor com o perfil e interesse de alguns pré-universitários, como Canadá, Reino Unido, Austrália, Espanha, Portugal entre outros. Entender a cultura do país, o currículo que será oferecido e as características da instituição podem trazer gratas surpresas e revelar excelentes alternativas em outros países e continentes. 

Tomadas as decisões sobre quais serão os  países e universidades que se alinham melhor aos objetivos estabelecidos, os alunos deverão se preparar. Diferentemente do que acontece no Brasil, onde a maioria das universidades baseiam as aprovações em uma única prova de ingresso, os alunos encontrarão em outros países processos seletivos bastante variados e com diferentes graus de complexidade. Alguns países ou universidades aceitam ENEM como prova de ingresso, outros terão exames próprios; alguns analisam as notas obtidas no colégio, outros podem valorizar mais as atividades extracurriculares. Para ingressar na universidade em alguns países será solicitado que o aluno curse o chamado Foundation Year, considerado um “ano zero” para que o estudante se prepare para os cursos de graduação. Por toda esta diversidade, ter tempo para se preparar pode ser de grande valia.

Além disso, é sabido que a experiência internacional poderá contribuir para o amadurecimento cultural dos estudantes e ajudá-los a desenvolver habilidades que serão valorizadas no mercado de trabalho.

 

* Daniela Pensado – Coordenadora do Departamento Internacional  do Colégio Pentágono

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