Oswald Formações: do presencial ao virtual

Oswald Formações: do presencial ao virtual

Colégio Oswald de Andrade

28 de maio de 2020 | 17h48

Como instituição escolar, o Oswald procura oferecer à comunidade um espaço formativo que contribua para o desenvolvimento pessoal e com a construção de uma sociedade crítica e engajada em colaborar. Ser uma escola que aprende de forma colaborativa consiste em um valor cultivado entre nós, concretizado nas formações de educadores e interessados em Educação.

O Oswald Formações foi criado em 2016, no formato de Jornadas de Formação, em meio às comemorações de nossos 40 anos de história. Com a intenção de promover estudos, discussões e trocas de boas práticas entre educadores, convidamos parceiros que possam diversificar e ampliar nosso repertório e o do público interessado. Essa iniciativa, como as demais que realizamos, vem a expressar as características pedagógicas do Oswald.

Com o Oswald Formações, promovemos encontros sobre variados temas da Educação e nossos tempos. Os encontros se dão por meio de situações de aprendizagem planejadas com os diversos convidados, buscando a difusão da pesquisa e do conhecimento. Buscamos criar uma comunidade de aprendizagem que se encontre para discutir e estudar temas relevantes da Educação, que contribua para a formação de educadores e para a sociedade.

No ano de 2020, a ideia era dar continuidade a este momento de formação de modo presencial. Porém, com o advento da pandemia e afastamento social, estamos iniciando uma nova versão do Formações no modo online, em lives apresentadas nas redes sociais oficiais do Oswald.

Na sua versão virtual, o Oswald Formações é também uma tentativa de aproximar pesquisadores/pesquisas que, muitas vezes, não conseguimos trazer para um evento presencial em São Paulo. Dentro das nossas relações habituais da rotina e em um momento ímpar na nossa história recente, podemos desconstruir um pouco desse distanciamento e aproximar propostas e pessoas que provavelmente teríamos mais dificuldade de integrar. São pesquisadores de outros países e Estados que estão disponibilizando seu tempo e pesquisa em um recorte específico, temático e com participação ativa entre participantes e comunidade.

Neste primeiro momento virtual, serão cinco conversas procurando construir um percurso formativo, transitando pelos seguintes temas: “A importância da pesquisa científica e transdisciplinaridade” (29 de maio); “Escolas dentro de casas” (05 de junho); “Imagem e virtualidade – buscando profundidade na frontalidade” (12 de junho); “Arte, virtualidade e a relação com o espectador” (19 de junho); “Cidades e lugares – pensando outras/novas perspectivas necessárias” (26 de junho).

Para a primeira empreitada de formação digital, pensamos em usar o mecanismo das lives, ou seja, de construir uma conversa virtual mediada e colaborativa. Mas este Formações busca manter a essência de um caminho formativo, de um percurso – começa na pesquisa transdisciplinar, mergulha para dentro da casa/escola, salta para a frontalidade das telas, presentifica em estudos de caso com artistas que lidam frequentemente com quem está do “outro lado” (espectador) e, por último, volta olhares para o futuro necessário, para a tentativa de pensar o regresso afetivo e efetivo para a cidade aberta, suas interações e fluxos culturais.

Neste primeiro encontro virtual, discutiremos a importância da pesquisa científica e transdisciplinaridade – tema que é, sem dúvida, um pilar para o Oswald, mas também de fundamental importância para nossa comunidade e para o debate educacional. Por meio deste tema, procuraremos conversar sobre como a pesquisa pode afetar diretamente a vida das pessoas e como pesquisadores, dentro dos seus respectivos recortes, pensam a relação da sua pesquisa com problemas de maior amplitude e com diversas ramificações.

Debater a interdisciplinaridade na pesquisa também pode abrir um outro campo, já que nos é colocado um desafio ativo de comunicação e de escuta, um desafio de fazer uma pesquisa mais prática, que possa ser aplicada, inclusive, em uma situação como a qual vivemos atualmente. Neste primeiro encontro, o objetivo é debater sobre essa transdisciplinaridade (necessária); para tanto, convidamos pesquisadores que pensam cotidianamente a pesquisa sobre vírus (Covid e Zika) e como se dá o controle de doenças infecciosas; mas também convidamos alguém que é participante de um projeto de engenharia interdisciplinar, de código aberto, que buscou resolver uma questão de sobrevivência de pacientes em hospitais (respirador pulmonar aberto de baixo custo); um pesquisador que trata da educação pela perspectiva das metodologias ativas em sala de aula; e outro que trata da aplicabilidade de teorias de ensino dentro de instituições da rede pública por meio da discussão entre o visível e o invisível.

Sendo assim, problemas complexos merecem respostas complexas, e essa complexidade talvez demande pensar de forma cada vez mais transdisciplinar, em um movimento de necessário de formação contínua. 

Eric Netto – Coordenador de TE e CLIP (Centro de Leitura, Investigação e Pesquisa)

Marcel Hamed – Coordenador de Projetos e Produção Cultural

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