O Projeto Rede e as novas formas de organização do cotidiano escolar

O Projeto Rede e as novas formas de organização do cotidiano escolar

Colégio Oswald de Andrade

25 Maio 2015 | 15h52

Preparar a terra e fazer cálculos para construir uma composteira com tijolos de adobe. Foi em torno desse propósito que alunos de G5, da Educação Infantil, e 1º e 2º ano, do Ensino Fundamental I, se reuniram para explorar a questão “como podemos fazer tijolos sem prejudicar o meio ambiente? ”.

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Encontros como esse fazem parte do Projeto Rede, proposta pedagógica do Oswald que acontece desde o início do ano na Unidade Girassol, reunindo em um mesmo espaço crianças de diferentes idades e turmas.

Uma vez por semana, os grupos de G5, 1º e 2º (Ciclo 1) e 3º, 4º e 5º (Ciclo 2) se reorganizam para a realização de um projeto de pesquisa, partindo de temas bastante amplos como sustentabilidade, games, cinema, artes cênicas, culinária e astronomia.

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Trata-se de um aprofundamento do trabalho com projetos – um dos norteadores da prática pedagógica do Oswald há muitos anos -, que desenvolve investigações de acordo com perguntas presentes no cotidiano das crianças. Após um levantamento dos interesses dos alunos, professores e coordenadores pensam em quais perguntas poderiam estar por trás dessas curiosidades.

“Para a concepção do tema de um projeto no Rede, existe um diálogo entre o que as crianças desejam aprender, o que está no conteúdo programático das aulas e as possibilidades de aprendizagem no tempo e espaço da escola”, afirma Maria Antonieta Giovedi (Nana), diretora pedagógica da Unidade Girassol.

Os alunos inscrevem-se no tema que mais lhes interessa. Assim, são compostos grupos com número de alunos variados (de 8 a 34), para a realização de projetos que envolvem um fazer prático, como construir um game ou fazer um filme. Essas atividades promovem aprendizagens relacionadas às dinâmicas de pesquisa e investigação científica, além de saberes específicos de cada área.

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Joaquim Lira Viana, aluno do 4º ano do EF I, faz parte do grupo de games. Ele conta que está pesquisando a história e o funcionamento do jogo Fifa 15. “As pessoas trazem dúvidas e transformam elas em projetos, que podem trazer respostas para essas perguntas”, diz.

Os alunos pensam tanto na pergunta quanto nos métodos da investigação, junto ao tutor que orienta cada projeto. No caso da construção de tijolos, dois grupos (Sustentabilidade e História dos Objetos) uniram-se devido ao interesse em comum de construir uma composteira de forma sustentável.

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“Mais do que conteúdos, eles estão aprendendo a construir perguntas e a conviver com o outro, por se tratar de um momento de trocas entre crianças de diferentes idades”, ressalta Nana.

No grupo de artes cênicas, os alunos são divididos em equipes de cenário, atuação e gravação. Dele faz parte Alice Pontual, também do 4º ano. Ela diz estar contente por poder revezar as tarefas com outros colegas e conhecer um pouco de cada função em uma peça de teatro. “No Rede tem várias pessoas para fazer coisas que eu sempre tive vontade de fazer mas não conseguia fazer sozinha”, afirma.