Basta criar um Espaço Maker na escola para fundar uma cultura de investigação?

Basta criar um Espaço Maker na escola para fundar uma cultura de investigação?

Colégio Oswald de Andrade

11 Junho 2018 | 16h42

Movimento Maker, Faça Você Mesmo (Do It Yourself), gambiarra, mão na massa. Todos estes nomes, mais ou menos populares, dizem respeito a uma cultura de aprendizado através de fazeres práticos. Seja com o uso de tecnologia ou com construções de forma geral, este universo de saberes está se materializando nas escolas através de espaços dedicados para a cultura maker. As palavras e recursos podem ser novidades em boa parte do universo escolar, mas será que é preciso criar um Espaço Maker para possibilitar estas aprendizagens?

Uma cultura que valoriza a experimentação cria a possibilidade do desenvolvimento de competências como criatividade e empatia. Por isso, no Oswald, todo o currículo está baseado na investigação e na construção de aprendizagens significativas por nossos alunos. Desta forma, não é apenas um espaço repleto de tecnologias ou ferramentas que é oferecido para estas aprendizagens. Mas sim, um universo de conhecimentos adquiridos pelos estudantes através de fazeres práticos e experimentações.

A tecnologia perpassa o cotidiano dos alunos do Oswald, seja na criação de um circuíto nas aulas de Oficina da Ciência, seja em construções de hortas ou cisternas na Rede – momento de desenvolvimento de projetos interseriados e multidisciplinares (saiba mais neste outro post). Construções e uso de ferramentas também estão presentes nas aulas de Artes, na criação de cenários no Projeto de Encerramento do Ensino Médio ou no uso da impressora 3D no Espaço de Investigação da Unidade Girassol.

As Oficinas, no Ensino Fundamental II, trazem ainda mais experiências com fazeres práticos: como construções em madeira, fotografia analógica, dispositivos eletrônicos, culinária. Mas a cultura de investigação oswaldiana vai muito além destes momentos curriculares. Desde o início da escolarização as crianças constroem estruturas, fazem experimentos e buscam recursos tecnologicos que podem dar suporte aos seus percursos de aprendizagem. A chamada Cultura Maker, para nós, é assegurada há 40 anos em um projeto pedagógico que coloca os alunos no centro da construção de conhecimento através da investigação.

Está na essência do Oswald possibilitar um ambiente escolar que favoreça esta investigação, que provoque nossos alunos a construir ideias autorais a partir de interesses próprios e que ofereça todas as ferramentas para esta construção. Nos projetos da Rede ou em sala de aula na Ed. Infantil e Ensino Fundamental I, o conhecimento é orientado pelas questões dos alunos, por investigações, experimentos e formulações de hipóteses. Os espaços da escola, diversos, como o Espaço de Investigação, o Centro de Leitura Investigação e Pesquisa, os laboratórios de Química, Física, Biologia ou Fotografia, são apenas suportes e estruturas que possibilitam estes processos de aprendizagem.

O investimento em recursos tecnologicos ou mecânicos que possilitam estes fazeres práticos não deve estar dessasociado de um projeto pedagógico que construa o processo de investigação como forma de adquirir conhecimento. No Oswald, além de investirmos nestes recursos, criamos um ambiente de aprendizagem colaborativa e autônoma para nossos alunos, em que a cultura mão-na-massa é uma possibilidade em todos os espaços da escola!