A entrada no 6º ano

A entrada no 6º ano

Colégio Oswald de Andrade

11 Maio 2016 | 17h02

Trabalho de tutoria no Oswald tem como enfoque conhecer e orientar os alunos na nova etapa da vida escolar

Por Juliana Haim, tutora do 6º ano do Ensino Fundamental II

A chegada ao Ensino Fundamental II é sempre bastante esperada pelos pais e alunos do 5º ano do Fundamental I. As expectativas, dúvidas e inseguranças em relação a essa transição fazem parte desse momento tão importante da vida escolar e, certamente, merecem um olhar atento.

Além da mudança de ciclo e, consequentemente, dos novos desafios na rotina escolar, é também o período de entrada na adolescência e, portanto, de muitas transformações físicas, psíquicas e sociais. Por um lado, essa chegada a um universo mais juvenil envolve uma certa estranheza, medos e ansiedades e, por outro, gera muita curiosidade e desejo de explorar as novas possibilidades.

7R0A5479

Em função desses aspectos, temos um cuidado especial com a passagem dos alunos do 5° para o 6°ano. É nesse contexto que a tutoria se insere, com a função principal de dar suporte aos alunos no processo de adaptação, o que envolve lidar com a organização dos materiais e dos estudos.

Primeiros desafios

O 6ºano é a primeira série do ciclo e é nela que algumas práticas se inauguram, tais como todos os professores passarem a ser especialistas, viagem de Estudo do Meio e a possibilidade de usar um armário para guardar o material de uso pessoal.

Cabe aqui um destaque para o uso do armário como um símbolo significativo dessa mudança. Pois, diferente do FI, quando o aluno tinha um local dentro da sala de aula para armazenar o próprio material, o armário, agora, encontra-se fora da classe, exigindo uma outra maneira de organização e um grau maior de autonomia e responsabilidade.

7R0A5489

No primeiro trimestre, o aluno se depara com uma série de novos desafios. Adaptar-se a nova rotina escolar, organizar o material e administrar o tempo fora da escola necessário para os estudos são os principais. É também neste trimestre que a viagem de estudo do meio acontece.

O trabalho da tutora é observar e acompanhar cada aluno – e o grupo como um todo – em relação à adaptação às novas exigências e, a partir dessas observações, pensar e planejar ações junto à coordenação.

A rotina do trabalho de tutoria

É parte da rotina assistir às diferentes aulas da série para poder observar dinâmicas da classe, de pequenos grupos e dos alunos individualmente.

Nessas aulas, muitas vezes, já é possível fazer algumas orientações pontuais para os alunos em relação a registros no caderno ou agenda, por exemplo. Essas observações são também bastante importantes, quando o aluno é chamado pela tutora para uma conversa individual com o objetivo de orientá-lo quanto à organização do material dentro e fora da escola e/ou elaborar um planejamento de estudos.

É muito frequente também que a tutora faça mediações das relações entre os alunos, ajudando-os a resolver conflitos e situações de impasse.

Em todas as ações da tutoria há sempre uma intenção de convocar o aluno para uma reflexão, procurando fazer com que ele se perceba e se implique com seu processo de aprendizagem e com as relações que estabelece com os outros.

Os desafios, presentes em todas as séries da escola, são propostos de modo a fazer com que o aluno desenvolva mais autonomia a seja capaz de enfrentar desafios cada vez mais complexos. Essa intencionalidade do adulto é essencial para promover as conquistas dos alunos.

Cada um vive a entrada no FII de uma maneira particular. Para alguns essa etapa é bastante tranquila e a adaptação à nova rotina é rapidamente conquistada. Para outros, esse processo se estende e exige um acompanhamento mais próximo. Em qualquer dos casos, a tutoria deve estar atenta e em parceria com a coordenação para propor as intervenções adequadas.

Mais conteúdo sobre:

adolescênciajuventudetutoria