Estudantes do Ensino Médio preparam seus TCCs

Estudantes do Ensino Médio preparam seus TCCs

Conheça a disciplina de Metodologia de Trabalho de Conclusão de Curso e entenda sua importância para os estudantes.

Ofélia Fonseca

22 de junho de 2020 | 08h00

Apresentações dos TCCs (Foto: Divulgação/Ofélia)

Uma das marcas do Ensino Médio do Ofélia, o TCC tem como proposta preparar os estudantes para a pesquisa autoral de acordo com seus interesses.  

Iniciado no segundo semestre do 2º ano do Ensino Médio, o projeto segue para seu desfecho no 3º ano, quando os estudantes iniciam a produção dos trabalhos. “Tivemos toda a etapa inicial de escolha de tema, escrita de projeto, pesquisa de bibliografia e início da pesquisa em 2019. Também definimos nosso cronograma de trabalho até o final da pesquisa e temos cumprido as etapas”, explica a professora de Língua Portuguesa e Literatura, Tatiane Mattos, coordenadora pedagógica de Códigos e Linguagem do Ensino Médio. 

Devido à pandemia, desde março as aulas de Metodologia de Trabalho de Conclusão de Curso (MTCC) e as orientações individuais ocorrem por meio dos meios digitais. Os estudantes têm encontros semanais com a professora Tatiane e também agendam as mentorias com os professores orientadores. Todos os encontros acontecem no Google Meet. 

Em paralelo, os estudantes precisam apresentar um texto de sua pesquisa para a professora Tatiane e para seu orientador. “Através dessa leitura podemos sugerir novos materiais de pesquisas ou auxiliar no encaminhamento da próxima etapa da escrita”, completa Tatiane. 

 

A produção do TCC e seus desafios 

Com a apresentação dos trabalhos prevista para o início de dezembro, os estudantes já estão finalizando o segundo e terceiro capítulo de suas pesquisas. A entrega do texto final será em agosto.

Para a produção dos projetos, os estudantes escolheram um tema a partir de seus interesses, dentro das diretrizes da pesquisa científica. “Após a escolha do tema, eles fizeram um levantamento do material de pesquisa, atentando-se principalmente para os debates acadêmicos já existentes sobre cada um dos temas. A escrita do projeto teve o objetivo de organizar a pesquisa, o material de pesquisa e as etapas de trabalho e nos serviu de orientação para as etapas a serem realizadas desde o início deste ano, quando também escolheram suas orientadoras e orientadores para o aprofundamento da pesquisa”, explica a professora. 

Após a entrega final dos textos escritos, os estudantes irão iniciar o trabalho de preparo da apresentação para uma banca externa.

 

Estudantes falam sobre seus trabalhos:

Ricardo Pacheco
Biodigestores no Brasil

“Escolhi esse tema por acreditar que o biodigestor, por meio do biogás e do biofertilizante seja um excelente fator de integração da propriedade rural com o ciclo da terra, trazendo diversos benefícios assim como energia elétrica considerada ‘limpa’, aproveitamento de dejetos até então inutilizados e um biofertilizante extremamente rico”, explica Ricardo, que escolheu o professor de Química, Bruno Vieira, para ser seu orientador.  

Para ele, as maiores dificuldades da produção do TCC giram em torno do entendimento das reações químicas presentes no processo de digestão, que ocorre dentro do biodigestor.

Ricardo conta que irá se mudar para outro país, após a conclusão do Ensino Médio, pretende ingressar na universidade no segundo semestre de 2021. “Vejo o projeto como uma oportunidade para me aprofundar no tema e também me especializar em relação às normas ABNT. Acredito que esse trabalho nos ajude muito na questão da escrita e na produção de um artigo, visto que faremos muitos mais durante nossa vida acadêmica.”

 

Melissa Sazonov Rosa
Inclusão de alunos surdos nas escolas regulares

“Quando me apresentaram a cultura surda, foi mostrado como esses indivíduos eram invisíveis diante sociedade e que muitos mitos ainda eram vistos como o certo, e dentro do campo de educação acontece muito isso, muitas vezes pela própria instituição, por causa do desconhecimento dessa cultura, e isso faz que muitas instituições se pronunciam como inclusiva, mas na realidade não são e tem como consequência para o próprio estudante surdo”, defende Melissa, que conta com a orientação da professora de Inglês, Gabriela Moura. 

Para ela, o maior desafio é sair do campo de seu conhecimento sobre o tema, que considera superficial, para mostrar sua minha visão a partir de outras pesquisas. 

“Minha expectativas para o final da minha produção é conseguir mostrar que a atual ideia inclusiva é equivocada, e que ela deva ser repensada, com o objetivo de beneficiar o estudante surdo”, explica ela, que irá prestar Fuvest e Enem com o objetivo de cursar Letras na USP. 

 

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