Educação Infantil: turma do G3 realiza experiência do olhar

Educação Infantil: turma do G3 realiza experiência do olhar

Estudantes da Educação Infantil realizaram atividade com o tema da UNESCO ‘Frutas de Vegetais’, com o professor Fabio Gomes.

Ofélia Fonseca

09 de setembro de 2021 | 13h24

O olhar é uma das faculdades humanas que nos coloca em relação com o mundo de modo particular. Através do ato de olhar, torna-se possível encontros com qualidades estéticas da natureza e da cultura. 

O formato de uma fruta, os desenhos que existem em uma folha, as cores de determinado animal e as linhas que teimam em desenhar nosso corpo com o passar do tempo, são poucos exemplos da arte que a natureza produz, tal como ressaltou Franz Kafka: “Quem possui a faculdade de ver a beleza, não envelhece”. 

Nesse sentido de ver a beleza que está na natureza, a turma do G3 (Educação Infantil), em diálogo com o tema da UNESCO ‘Frutas de Vegetais’. “Iniciamos um trabalho de pesquisa acerca do modo como diferentes artistas trabalham com a representação de frutas e legumes, ao mesmo tempo em que exercitamos o nosso olhar para essa estética tão singular por meio de desenhos de observação”, explica o professor Fabio Gomes. 

Olhando para os quadros de Natureza Morta, pintados por Anita Malfatti, as crianças puderam notar que há um cuidado em representar aspectos como a luz e sombra do ambiente, e o quanto isso interfere no jeito que a artista pintou as frutas e objetos. “Do mesmo modo, percebemos que os formatos das frutas possibilitam diferentes formas de desenhá-las, isto é, existem diversas maneiras de representar um melão, dependendo do lugar em que estamos pintando, vemos a mesma fruta de uma forma diferente, com características, tons e dimensões variadas”, completa Fabio. 

Com o tempo, as crianças terão a oportunidade de conhecer mais artistas e poderão observar outro tanto de coisas. “Por meio dessa pesquisa, vamos nos aproximar da beleza que existe nas frutas, legumes e em tantas outras coisas que estão em nosso cotidiano e mal paramos para perceber”, conclui o educador. 

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