Ofélia tem a filosofia como componente curricular da infância ao Ensino Médio

Ofélia tem a filosofia como componente curricular da infância ao Ensino Médio

Como um colégio que tem a questão do pensar como protagonista, em um projeto pedagógico que prioriza uma educação alinhada às transformações do mundo contemporâneo, o Ofélia tem a A filosofia como componente curricular da infância ao Ensino Médio.

Ofélia Fonseca

11 Junho 2018 | 10h26

Aula de Filosofia na turma de Fundamental I (Foto: Divulgação/Ofélia)

Como um colégio que tem a questão do pensar como protagonista, em um projeto pedagógico que prioriza uma educação alinhada às transformações do mundo contemporâneo, o Ofélia tem a A filosofia como componente curricular da infância ao Ensino Médio.

Ao promover a iniciação filosófica para as crianças, a partir do 2º ano do Ensino Fundamental I até o 3º ano do Ensino Médio, o colégio aposta em uma educação para o pensar, com ênfase no desenvolvimento das habilidades cognitivas, além de prepará-los para uma cidadania responsável, destacando o estudante como agente do processo de aprendizagem.

“Ao oferecer aulas de filosofia para estudantes desde o 2º ano até a adolescência, o Ofélia promove um ganho enorme para sua grade curricular, como prática docente”, explica o professor Guilherme Gomes, responsável por ministrar a disciplina no colégio.

Para ele, a filosofia é uma disciplina importante como qualquer outra. “Todas as disciplinas têm sua pertinência. O desafio na área de filosofia é você estabelecer um espaço de diálogo em que seja possível refletir e problematizar questões inerentes à existência humana (a vida, a morte, a justiça e a verdade, entre outros). É igualmente importante a prática de habilidades de pensamento típicas da atividade filosófica como a prática argumentava e a capacidade de formar conceitos.”

Estudantes do Ensino Médio durante atividade da aula de Filosofia (Foto: Divulgação/Ofélia)

Ainda de acordo com Guilherme, é importante ressaltar que as reflexões têm um grau de profundidade e rigor, que variam de acordo com a idade do estudante. “Claro que o grau de profundidade e rigor do 2º ano é diferente do 5º ano, que é diferente do Ensino Médio. Mas, independente da faixa etária, exige-se sempre rigor e profundidade em sala de aula.”

Segundo Guilherme, para dar aulas para crianças é fundamental a prática dialógica. Para ele, o diálogo é utilizado no sentido de promover a construção coletiva de um conhecimento que todo mundo tem um interesse em comum: investigar e tentar solucionar um determinado problema. Em um diálogo não há um vencedor, todos ganham no processo investigativo.

“O diálogo propicia um ambiente no qual o estudante apresenta e demonstra seu raciocínio, oferece exemplos, é refutado pelos colegas e tem a oportunidade de perceber os acertos e lacunas de seus pensamentos.”

 

Os objetivos da filosofia

Com o objetivo de promover uma educação para o pensar, a aula de filosofia não pretende formar filósofos profissionais, mas sim, cultivar nos estudantes a capacidade de se admirar e enfrentar as diversas questões da existência humana. “Na pressa da rotina diária, não temos um momento para parar e pensar o que é o ser humano, por exemplo, e a aula de filosofia permite que os estudantes reflitam sobre o tema, e isso gera um ganho tanto intelectual como pessoal”, conclui Guilherme.