Matemática na Educação Infantil

Matemática na Educação Infantil

Os números estão presentes em todas as fases de nossas vidas e, com isso, o ensino da matemática é fundamental para desenvolver as crianças desde a primeira infância.

Ofélia Fonseca

29 de abril de 2019 | 10h34

O ensino da matemática é fundamental para desenvolver as crianças desde a primeira infância (Foto: Divulgação/Ofélia)

Será que existe idade certa para começar a aprender matemática? Os números fazem parte do cotidiano das pessoas e estão inseridos em nosso contexto social. Seja para aprender quantidade ou entender a relação dos números com idade, peso e altura, o ensino dessa disciplina se faz cada vez mais necessário já na Educação Infantil, pois é nesta idade que elas começam a exercer o raciocínio lógico-matemático e a compreender conceitos importantes nesta área.

Os números fazem parte do universo infantil desde a primeira infância (Foto: Divulgação/Ofélia)

A professora Mirella Canto, do G4, garante que o ensino da matemática na primeira infância amplia habilidades cognitivas necessárias para desenvolver capacidades para resolver problemas, argumentar com lógica, levantar questionamentos, pensar criticamente, compreender o mundo que o cerca. Questões que farão com que a criança sinta-se mais segura e autônoma perante os desafios do cotidiano. “É um trabalho é de grande importância para que as crianças sintam-se pertencentes ao universo que as cerca”, exemplifica.

Já a professora Lívia Arruda, do G2, acredita que não há uma idade ideal para explorar os conhecimentos matemáticos das crianças, pois os conceitos dessa disciplina despertam a curiosidade natural, desde a primeira infância. Por isso, cabe ao professor propor situações intencionais para aprofundar as descobertas das crianças.

Nessa fase, é importante que o ensino da matemática se dê de forma lúdica e utilizando elementos que ajudem no entendimento dos números. “As crianças aprendem pela brincadeira, e na Educação Infantil o objetivo de trabalhar com matemática é muito mais sobre dar sentido e contexto do que ensinar conceitos”, explica Lívia.

 

Matemática na infância

Aqui as crianças aprendem matemática de forma lúdica (Foto: Divulgação/Ofélia)

A Educação Infantil é um espaço de descobertas e investigações e a matemática é um dos eixos de trabalho com as crianças aqui no Ofélia. Para aproveitar essa fase de curiosidade sem compromisso com o certo, as crianças aprendem conceitos matemáticos por meio de jogos, brincadeiras, contagem, observação do calendário, e com noções de tamanho e quantidade, por exemplo.

Além disso, o trabalho com coleções é essencial para que elas comecem a compreender os conceitos de ordenação, seriação e classificação. “É preciso ter ciência de que estamos desenvolvendo as primeiras noções do que se entende por matemática, ou seja, estamos dando as primeiras ferramentas para que eles possam desenvolver o pensamento matemático ao longo da vida escolar”, complementa a professora Mayra Kinker, do G3.

Cabe ao professor propor as atividades intencionais para desenvolver essa linguagem, e isso deve ser contextualizado também pelas famílias, que podem participar esclarecendo possíveis dúvidas que surgem no decorrer do processo, ou ainda, apresentando os números em outras situações, como por exemplo, ensinando o número da casa, o preço de um biscoito ou a quantidade de um alimento para colocar numa receita. “A partir disso, as crianças vão relacionando os conceitos aprendidos na escola à vida real e ao seu cotidiano”, explica o professor Rafael Campos, do G3.

 

Ferramentas para estimular o raciocínio lógico

As crianças trabalhando as formas geométricas com o corpo (Foto: Divulgação/Ofélia)

O raciocínio lógico não está ligado apenas à matemática, mas se precisarmos focar apenas neste eixo, podemos pensar em algumas ferramentas para estimular seu desenvolvimento.

Os jogos matemáticos são ótimas ferramentas, e entre eles, o jogo da velha, o sudoku e a batalha de cartas como alguns exemplos. Mas, vale frisar que é importante deixar as crianças explorarem o jogo e construírem as regras coletivamente. Além disso, é possível trabalhar também com sequências didáticas elaboradas visando o avanço gradual dos estudantes.

Vale destacar ainda que dar sequência aos estímulos é necessário para que as aquisições se sistematizem e façam sentido para as crianças. Além disso, ampliar o olhar por meio de estímulos diários, participando ativamente das aquisições das crianças, pode tornar as experiências mais efetivas e carregadas de afeto, criando memória afetiva aos conceitos desenvolvidos.

 

Tendências: