Estudantes visitam o Instituto de Estudos Brasileiros da USP 

Estudantes visitam o Instituto de Estudos Brasileiros da USP 

Nesta semana, as turmas de 6º e 7º ano, conheceram parte do acervo cartográfico raro do IEB em saída pedagógica para as disciplinas de Geografia e História.

Ofélia Fonseca

05 de março de 2020 | 15h20

IEB tem uma das bibliotecas mais ricas em assuntos brasileiros (Foto: Divulgação)

Nesta semana, os estudantes do Ensino Fundamental II, visitaram o Instituto de Estudos Brasileiros (IEB), unidade de pesquisa da USP. A saída pedagógica, organizada pelos professores Artur Camarero (Geografia) e Micael Guimarães (História), teve como proposta tornar a aprendizagem mais significativa.

Na ocasião, as turmas de 6º e 7º ano, conheceram parte do acervo de mapas do IEB. Para isso, eles contaram com a orientação da educadora Elly Rozo Ferrari. “Os estudantes puderam conhecer o acervo de cartografia histórica do IEB, entre outros documentos antigos. A partir dessa visita, daremos continuidade aos estudos sobre o tema, que já vem sendo trabalhado em aula, por meio de atividade com mapas antigos”, explica o professor Artur.  

Ele destacou ainda que os estudantes do 6º ano também tiveram acesso à biblioteca digital mundial da UNESCO. “Eles tiveram acesso ao conhecimento dos tipos de mapas e das evoluções técnicas que aconteceram no decorrer do tempo. Além disso, a saída pedagógica é uma oportunidade de contato com um material diferenciado, permitindo que os estudantes façam registros autorais que serão discutidos em sala de aula.”

Segundo o professor Micael, que está trabalhando fontes históricas com as turmas, a saída pedagógica permite o acesso a documentos de uma forma mais complexa. “Ter acesso a algumas fontes materiais enriquece esse repertório e, pensar o que os mapas podem nos contar enquanto documentos históricos, é fundamental para enriquecer as discussões em sala”, completa.  

 

Saída pedagógica

Saída pedagógica proporciona novas possibilidades de aprendizado (Foto: Divulgação)

 

Mais que aliar a teoria à prática, permitindo aos estudantes a vivência para observar, coletar dados e experimentar sensações, fora do ambiente escolar, a saída pedagógica propõe  uma forma mais efetiva no processo de aprendizado.

Para a estudante do 7º ano, Bruna Vitória Trindade Nascimento, a oportunidade de vivenciar o aprendizado fora do colégio é fundamental no processo educacional. “Acho muito importante para a gente conhecer mais profundamente as coisas que são apresentadas nas aulas. É sempre bom poder ter acesso ao conhecimento assim.” 

Lucy Carla Gabriele Borges, do 6º ano, também destaca a relevância das saídas pedagógicas. “É sempre bom poder conhecer as coisas de uma forma mais prática. E, aqui no IEB, gostei muito de ver como eram os mapas de antigamente, que são bem diferentes dos de hoje em dia, e mostravam mais coisas que os de hoje. Além disso, a gente sempre acaba aprendendo mais quando tem contato com materiais e outras pessoas”, conclui a estudante.

O coordenador da área de Ciências Humanas do Ensino Fundamental II e Médio, Luis Fernando Massagardi, garante que a saída pedagógica é um momento no qual os estudantes ampliam suas referências culturais, suas relações com a cidade e com espaços de educação não escolar. “A saída pedagógica também possibilita novas relações entre os estudantes e a aprendizagem a partir da experiência. A visita ao IEB permitiu aos estudantes o contato com fontes históricas e geográficas, e também a aproximação com a Universidade Pública”, conclui. 

 

Instituto de Estudos Brasileiros

Estudantes durante visita ao IEB (Foto: Divulgação)

Localizado na Cidade Universitária, o Instituto de Estudos Brasileiros é uma unidade especializada de pesquisa da Universidade de São Paulo. Fundado em 1962, por iniciativa do professor Sérgio Buarque de Holanda, o espaço promove a pesquisa e a documentação sobre a história e a cultura do Brasil.

Por lá, é possível acessar livros, manuscritos, documentos e obras de arte raros, e sua biblioteca é considerada uma das mais ricas em assuntos brasileiros, com 180 mil volumes. 

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