Os desafios do Ensino da Ciências

Os desafios do Ensino da Ciências

Experimentar, pesquisar e vivenciar é o grande segredo. Atuamos com crianças dinâmicas e curiosas e, para que sua curiosidade continue aflorada, é preciso que o conteúdo seja significativo, e trabalhar com experimentação atrai o interesse das crianças do ensino fundamental.

Ofélia Fonseca

02 Março 2016 | 07h10

Ensinar Ciências, nos dias atuais, é um grande desafio, pois a construção dos conhecimentos científicos e o desenvolvimento tecnológico crescem a uma velocidade muito rápida. Para isso, a escola precisa auxiliar seus alunos no convívio e atuação nessa nova realidade.

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Experimentar, pesquisar e vivenciar é o grande segredo. Atuamos com crianças dinâmicas e curiosas e, para que sua curiosidade continue aflorada, é preciso que o conteúdo seja significativo, sendo assim, trabalhar com experimentação atrai o interesse das crianças na faixa etária do ensino fundamental. Porém os experimentos, muitas vezes, são vistos, pelos alunos, como situações de demonstração e não como de pesquisa. A atividade intelectual presente no trabalho de investigação científica é vista pelos alunos como uma atividade solitária permeada pelo esforço individual, e as conquistas, como mérito pessoal e não situações de cooperação, busca conjunta e aprendizagem coletiva. Para o professor, esse é um grande desafio, pois se de um lado experimentar faz toda a diferença, estimular o aluno a pesquisar, considerada pelo aluno uma tarefa solitária, para o docente, é considerada tarefa importante. Como trabalhar com a experimentação e estimular o espírito de pesquisa?

É comum encontrar alunos que assumem uma postura inadequada no trabalho científico, esperando receber as respostas em vez de buscá-las, pois perderam o interesse e o encantamento em fazer perguntas, questionar a si, ao outro e a situação observada.

Orientar os alunos a estudar é, sem dúvida, uma das grandes responsabilidades da escola. Poucas atividades atendem tão bem a essa demanda como a pesquisa, que tem como procedimentos básicos ler para estudar e ler para escrever. A pesquisa deve ser realizada com acompanhamento e numa escala progressiva de dificuldade. A escola deve orientar seus alunos a desenvolverem as habilidades de localizar, selecionar e usar informações, essenciais para aprender com independência. Diz Pedro Demo, docente da Universidade de Brasilia, UnB, que “a criança transforma conhecimentos já disponíveis na sociedade em algo novo para ela”.

Partimos do princípio que devemos compreender que crianças não são adultos em miniatura e sim sujeitos que possuem uma maneira particular de significar o mundo que os cerca. Crianças são sujeitos atuantes e integrantes da sociedade e que possuem direitos como os adultos da apropriação da cultura, para isso, devem experimentar, comparar, vivenciar e pesquisar no intuito de elaborar seus conceitos.

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Concluindo, o aluno que experimenta é o aluno que arrisca-se, que produz conhecimento, ou seja, é o aluno que pesquisa. A pesquisa deve ser atitude cotidiana do professor e no aluno. O aluno que pesquisa desenvolver argumentação, que fundamenta suas ideias, que escuta outras ideias, que lê nas entrelinhas, que interpreta, experimenta, vivencia e que constrói conhecimento.

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Fonte de pesquisa: http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/palavra-de-especialista-ensinar-ciencias-737943.shtml

Valquiria Miguel Luchezi – Prof. da área de Exatas do 4º e 5º Ano