Diversidade: O desafio começa na infância

Diversidade: O desafio começa na infância

Conviver com as diferenças exige um exercício diário que começa desde a infância.

Ofélia Fonseca

12 Março 2015 | 17h21

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Parece coisa de gente grande, mas a discussão acontece com crianças de 7 anos, do 2º ano do Ensino Fundamental.  Ao propor a afirmativa “Todos somos iguais, todos somos diferentes”, as reflexões vão surgindo. Somos iguais, pois necessitamos das mesmas coisas: como água, ar, alimento, moradia entre outras e somos diferentes pelo jeito de ser de cada um.

Na escola, a criança deixa seu espaço de exclusividade na família para conviver no coletivo, e é no coletivo que as relações nas diferenças se estabelecem. O desafio é compreender sua identidade diante da identidade do outro.

Algumas revistas e o trabalho em grupos foram surgindo, registrando a percepção clara das diferenças: o velho e a criança, o negro e o branco, o rico e o pobre, os portadores de deficiência e se o tempo se alongasse seriam capazes de perceber detalhes imperceptíveis aos nossos olhos.

Essa é uma das primeiras experiências que vivemos no início de nossas vidas, de que somos diferentes das outras pessoas, mas também descobrindo que as outras pessoas também diferem de nós.

Esse desafio é permanente, pois dá seguimento à forma como nos relacionamos com o outro, um dos grandes problemas do mundo contemporâneo.

Marcia Garcia
Professora do 2º ano do Ensino Fundamental

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