9º ano propõe campanha social a partir de estudo sobre a Revolução Russa

9º ano propõe campanha social a partir de estudo sobre a Revolução Russa

A partir do estudo sobre os cartazes utilizados na Revolução Russa, a turma do 9° ano propôs uma campanha com cunho social para os dias atuais e produziram seus próprios cartazes. 

Ofélia Fonseca

01 de julho de 2021 | 15h17

A partir do estudo sobre os cartazes utilizados na Revolução Russa, a turma do 9° ano propôs uma campanha com cunho social para os dias atuais e produziram seus próprios cartazes. 

A atividade foi planejada conjuntamente pelo professor Luis Massagardi, de História, e pela professora Gabriela Sacchetto, de Artes.

Confira os trabalhos!

 

1. “Não é normal, é social, é desigualdade estrutural!”
Por: Isabela Grizendi Maziero e Rebeca Grizendi Maziero

No Brasil o número de sem-tetos aumenta a cada dia. No ano passado havia elevado 18% nessa porcentagem, totalizando 6,35 milhões de famílias, 30 milhões de pessoas em estado de rua atualmente no Brasil, e 87% delas se localizam em áreas urbanas. 

Essa situação é consequência de inúmeros problemas que ocorrem diariamente no país, dentre eles o desemprego, baixa renda salarial, a falta de saneamento básico para famílias mais pobres e acesso à saúde/educação. 

Logo, o governo precisa organizar e manter estável a taxa de pobreza no Brasil, por isso defendendo as ocupações/a utilização de propriedades governamentais para uso como moradia, dando assim uma boa qualidade de vida ao povo que necessita.

 

2. “A mudança vem da sua boca para chegar à de outros!”
Por: Rafael Affonseca Homem de Melo, Leo Zanetti Salhab e Maya Catalani Rocca Kuffer

A fome é um assunto muito abordado em campanhas hoje em dia. O fato é: ela ainda existe. E, depois dos efeitos da pandemia – que, inclusive, ainda persistem- ela se agravou ainda mais e pede pela colaboração das pessoas. 

Nosso objetivo é combater a fome, focando diretamente em situações próximas a nós, de pequenos bairros, por exemplo. Dessa maneira, a comida chegará mais facilmente nas mãos de quem precisa.

Vale ressaltar que, antes da pandemia, havia cerca de 10,3 milhões de brasileiros passando fome (segundo o IBGE) e, após os efeitos da pandemia, há cerca de 19 milhões de brasileiros passando fome (de acordo com estudo da Rede PENSSAN). Isto é, um aumento de cerca de 90% durante a pandemia.

A partir destes dados e do contexto que já é visível a todos quando saem nas ruas, pedimos a colaboração com envio de alimentos não perecíveis às seguintes ONG’s:

Ação Cidadania e Banco de Alimentos

 

3. “Todos temos direitos”
Por: Felipe Camurati Ladeira Duarte, Alexander Nicacio Araujo Lima da Silva e Lucas Lima do Nascimento

Todas as pessoas devem ter o direito de possuir igualdade social. Todas as pessoas devem ser respeitadas sem que ninguém as julgue. Muitas pessoas sofrem com desigualdade social, de orientação sexual e tantas outras discriminações. Somos o que somos e temos direito de ser.

 

4. “O direito de viver é nosso e deles”
Por: Amelie Sayumi Real Koike e Bianca Anita de Andrade

Esta campanha é importante por diversas causas. Uma delas é o meio ambiente, que é brutalmente afetado com a produção de carne. Para a produção de um quilo de carne bovina são necessários 15 mil litros de água doce e limpa, que está acabando e tendo um de seus maiores desvios para essa produção que, somente no Brasil, por dia, utiliza cerca de 4,5 trilhões de litros de água.

Também são utilizados dez quilos de cereais (três bilhões de quilos por dia só no Brasil), que servem de alimento para os animais que serão abatidos e, assim, é constantemente necessário desmatar florestas e desocupar terras indígenas para a produção desse futuro alimento, além dos enormes pastos que tais criaturas precisam.

O enorme e brutal consumo de carne também acaba sendo responsável por gerar mais de 50% do efeito estufa do planeta, o que afeta o ar que respiramos, destrói habitats polares e prejudica diretamente as plantas e os animais.

Na indústria da carne, os animais são tratados como seres sem valor. São constantemente torturados, separados de suas famílias, se tornam canibais por não terem o que comer e no fim são mortos muito precocemente. Viver em uma jaula a vida inteira sem poder viver de forma digna, com direitos básicos de higiene e sem ser tratado como ser vivo é tenebroso e, infelizmente, a realidade de milhares de animais. E isso se torna ainda pior quando sabemos que essa indústria cresce e lucra bilhões em cima de mortes todos os anos.

Além de tudo isso, o consumo diário de carne vermelha é associado a uma série de doenças. A gordura saturada que há nela aumenta o risco de desenvolvimento de doenças cardíacas, podendo haver aumento de até 35% do colesterol, pressão alta e aterosclerose além de fazer alterações na microflora intestinal, aumentando as chances de câncer de intestino de 28% a 35%. Também é apontado que 70% das novas doenças humanas tiveram origem animal.

Muitas pessoas também podem achar que necessitam de carne para sobreviver. Porém, já é cientificamente comprovado que não há nenhum nutriente que não possa ser ingerido por meio de plantas. Existe apenas uma vitamina que não podemos encontrar em vegetais, a B12. Sessenta por cento das pessoas que não comem carne precisam suplementar tal vitamina, que pode ser facilmente encontrada e substituída. Além do mais, 30% das pessoas que comem carne também precisam suplementar a B12, o que torna mais evidente que comer carne é mais saudável para nossos corpos. Dessa forma, comer carne é prejudicial para o meio ambiente, os animais e a saúde humana.

 

5. “Ficar em casa salva vidas”
Por: Isabela Schimidt Arruda

Ficando em casa você diminui casos e mortes pelo Covid-19, pois a propagação do vírus é bem maior com pessoas se expondo. Alguns países que fizeram lockdown já estão com poucos ou até sem casos, como em Portugal, e na Nova Zelândia, que não registraram baixos índices de contaminação e mortes após essas medidas.

 

6. “Reflorestar é vida, para os humanos, fauna e flora”
Por: Daniel Armando Justino Rocha e Felipe Pereira Justino Rocha

O desmatamento é uma atividade crescente desde quando os primeiros colonizadores portugueses chegaram ao brasil e também quando outros exploradores chegaram em outras partes do mundo, aumentando o desmatamento, ainda mais com o surgimento da sociedade industrial. 

Em países subdesenvolvidos a maior causa de desmatamento é a extração de madeira, principalmente as ilegais, além da coleta extensiva de especiarias e também o desmatamento para áreas latifundiárias.

A UNEP descreve que as florestas cobrem 31% da superfície terrestre e abrigam 80% da biodiversidade do planeta, por isso as florestas devem ser protegidas do desmatamento.

Por que nós devemos re-plantar? a resposta é simples,os dados apresentados acima mostram como as florestas são desmatadas,replantar restaurar a fauna e flora,pois,animais também são afetados em seu habitat natural que sempre é destruído pelas queimadas e desmatamento,fazendo com que passem a habitar o visitar regiões urbanas,causando acidentes e prejudicando mais ainda nós seres humanos que também somos responsáveis pelas situações atuais que nossas florestas vivem,por isso devemos re-plantar.

 

7. “O lucro não vale a vida”
Por: Isabella Scalabrin Antunes Gomes, José Carlos de Oliveira Neto e Joaquim de Moraes Pereira

O ecossocialismo é uma corrente de pensamento e ação ecológica que procura por novos modos de produção que não sejam antagônicos com a reprodução humana e que não destruam a natureza dentro da sociedade socialista. Para isso, se apropria dos maiores avanços do marxismo e sugere uma sociedade do pós trabalho, que seria o trabalho focado nas capacidades criativas e intelectuais, quebrando a distinção entre trabalho e lazer. 

Como já sabemos, recentemente muitos dados apontam a destruição da natureza que nos cerca: na temporada de 2019-2020, a mais recente divulgada, a área desmatada na Amazônia foi de 11.088 km², de acordo com números oficiais do governo federal divulgados pelo Inpe, sendo aproximadamente 500 mil hectares devastados por ano. 

Também é estimado que restam apenas 7% da vegetação original da Mata Atlântica, já estando quase totalmente devastada, e cerca de 20% da vegetação original do Cerrado. Sabendo disso, buscamos conscientizar as pessoas de que, para acabar com essa destruição, soluções individuais (como gastar menos água no banho, usar menos luzes ao mesmo tempo) não resolverão o problema, já que este está no produtivismo do capitalismo. 

Os recursos naturais não são infinitos ou renováveis e, dentro de um sistema que não respeita os limites naturais pela lógica de acumulação infinita de capital, ou seja explora ao máximo a natureza e os trabalhadores em busca do lucro, em algum momento esses se esgotarão, causando um erro irreversível. Sendo assim, o ecossocialismo possibilitaria uma produção em que o trabalhador não permanece alienado e explorado e na qual a natureza não seja constantemente ameaçada. 

 

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