Um olhar sobre a cidade que habito: arquitetura

Um olhar sobre a cidade que habito: arquitetura

Construções, casas, espaços públicos e privados que chamam atenção na cidade e observações sobre as características da casa que moram. Entrada de luz, ventilação, espaço de convivência.

Ofélia Fonseca

29 Novembro 2015 | 07h00

Mobilizar os estudantes para observarem com mais detalhes os espaços e construções de sua cidade, perceber os tipos de linha nas diferentes formas geométricas, identificar as formas geométricas (polígonos) que fazem parte das fachadas e do interior das construções e as suas faces (figuras geométricas), foram  os objetivos do projeto desenvolvido nas aulas de artes do 5º Ano, do Ofélia Fonseca. A interdisciplinaridade foi garantida  com a  interação das disciplinas de matemática e história.

O  tema do projeto foi, construções, casas, espaços públicos e privados que chamam atenção na cidade e observações sobre as características da casa que moram. A entrada de luz, ventilação, espaço de convivência fizeram parte das discussões.

Começamos a obervação pela rua da escola, Rua Bahia, bairro de Higienópolis, São Paulo-SP, onde  tem uma casa com traços bem diferentes dos convencionais, ela é totalmente geométrica, cheia de linhas retas, parecendo um jogo de encaixe. Esta geometrização de uma residência tão próxima e nunca visitada despertou a curiosidade sobre construções com essas características em nossa cidade.

Os estudantes  realizaram uma pesquisa sobre o arquiteto Gregori Warchavchik, que projetou a casa modernista da Rua Bahia e agendamos uma visita para conhecer o espaço por dentro.

Durante a visita o grupo fez um desenho de observação da fachada da casa, e saímos a caminho  para visitar a casa com papel para desenho, prancheta e lápis grafite.

Após esta experiência sobre uma construção muito próxima do nosso olhar cotidiano, começamos a apresentar e pesquisar com os alunos os projetos da arquiteta Lina Bo Bardi realizados na cidade de São Paulo, pois queríamos apresentar projetos de uma arquiteta mulher.

O MASP – Museu de arte de São Paulo foi o mais citado, mesmo muitos não sabendo num primeiro momento que era um projeto da Lina, porém optamos em visitar a “Casa de vidro”, sua residência no bairro do Morumbi.

Observamos os espaços, a transparência e a vegetação que foi abraçando a obra com o tempo. Novamente os estudantes desenharam a fachada da construção, observando os tipos linha, figuras e formas geométricas que a compõe.  Identificaram  também esses mesmos elementos no interior da casa, percebendo que as linhas retas e as formas geométricas dão maior praticidade ao conjunto, sem abrir mão do conforto e do requinte para quem a habita.

Como o 5o ano não tem um caderno de desenho, todos os trabalhos plásticos forma  realizados sobre as seis faces de uma caixa de papelão, um material sólido geométrico.  Em duas faces o grupo pintou as fachadas das casas visitadas, tendo como referencia os desenhos de observação realizados nas saídas. Uma face com fundo preto, desenhado com tinta guache branca e na outra, fundo branco desenhado com tinta preta.

Na terceira face o grupo trabalhou colagem de tecidos e papeis com estampas geométricas e na na quarta face os estudantes  fizeram silhuetas de prédios, antenas e outras construções sobre uma folha de papel cartão. O molde foi recortado e transformado numa máscara com elementos vazados, onde posteriormente trabalhamos com tinta spray, promovendo uma experiência com a linguagem do grafite, muito presente em grandes metrópoles.

Na quinta face o grupo pesquisou texturas e imagens diversas, trabalhando com colagem e pintura, explorando alguns elementos figurativos. A sexta face era de uso livre, utilizando o material que desejar.

O s trabalhos individuais foram  expostos coletivamente, criando uma grande instalação na escola.

Acompanhe algumas fotos da visita a casa de vidro de Lina Bo Bardi.


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Leonardo Polo – professor de Artes – 5º Ano