Antropologia Urbana …….Centralidades em São Paulo

Antropologia Urbana …….Centralidades em São Paulo

"É sempre lindo andar, na cidade de São Paulo; O clima engana, a vida é grana, em São Paulo; A japonesa loura, a nordestina moura de São Paulo; Gatinhas punk, um jeito ianque, em São Paulo; Na grande cidade me realizar, morando num BNH; Na periferia, a fábrica escurece o dia ..."

Ofélia Fonseca

03 Maio 2015 | 21h06

Pensar as sociedades humanas em sua complexidade é um grande desafio para todo pesquisador, o olhar antropológico busca uma compreensão a partir das relações humanas no campo cultural, politico e social. A antropologia procura estudar a humanidade em todos os seus aspectos. Abrangendo suas dimensões biológicas e comportamentais; incluindo sua origem, seus agrupamentos, relações com o meio e sua produção cultural.

A antropologia tem uma contribuição importante para a compreensão do fenômeno urbano, mais especificamente para o estudo da dinâmica cultural e das formas de sociabilidade nas grandes cidades contemporâneas. Trazer esse debate para o Ensino Médio do Colégio Ofélia Fonseca é proporcionar uma reflexão sobre a apropriação do espaço urbano e a construção de identidades a partir de laços e fluxos culturais. Os estudantes a partir de suas observações, textos, filmes e trabalho de campo passam por um processo de entendimento da cidade e de suas relações e conflitos, podendo assim reconhecer nesse espaço as contradições da sociedade contemporânea; construindo e identificando seus pedaços e suas escolhas culturais.

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“É sempre lindo andar, na cidade de São Paulo; O clima engana, a vida é grana, em São Paulo; A japonesa loura, a nordestina moura de São Paulo; Gatinhas punk, um jeito ianque, em São Paulo; Na grande cidade me realizar, morando num BNH; Na periferia, a fábrica escurece o dia” (São Paulo, São Paulo – Premeditando o Breque)

 

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O trabalho de campo Centralidades Urbanas tem como roteiro algumas regiões da cidade que permitem aos estudantes observar as diferentes ocupações do espaço urbano e as relações sociais existentes a partir dessas ocupações. Caminhando, entrevistando, fotografando os estudantes debatem temas como mobilidade urbana, acesso a cidade, amor, lazer, trabalho, em um levantamento de dados que permite uma compreensão de como existe uma fragmentação do espaço urbano e uma diversidade de centralidades na cidade de São Paulo.

O grupo dos alunos do 2º ano do ensino médio, deste ano, percorreu as regiões da Paulista, Brás, Vila Prudente e Itaquera nessa busca por entender como existem diversas cidades em uma única São Paulo.

 

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 Todo o trajeto foi feito com Metro e trens metropolitanos fazendo com que nossa pesquisa se coloque no campo do “perto e dentro”, utilizando as ferramentas fundamentais da antropologia.

Luis Fernando Massagardi
 Professor de História e Antropologia Urbana – Ensino Médio