Vai um cafezinho aí?

Vai um cafezinho aí?

Paulo Adolfo

16 Novembro 2016 | 18h07

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Aula do 4° ano une parte pedagógica e robótica sobre São Paulo, o fermento do novo

Imagine o ar inebriado pelo aroma de café. Sua imaginação te levou a um ambiente adulto, como uma cafeteria, certo? Nada disso. O cenário aqui é outro: uma sala na qual alunos do 4° ano estiveram na aula de Robótica, parte integrante da Tecnologia Educacional do Colégio Marista Arquidiocesano.

Dando continuidade ao Estudo de Meio sobre a produção cafeeira em São Paulo, os meninos que tiveram a oportunidade de visitar uma fazenda produtora de café em Jundiaí e agora estão em sala de aula para assimilar de maneira lúdica o conteúdo. Isso significa conhecer equipamentos antigos da época das fazendas – moedor e torradeira, por exemplo – livros com ilustrações daquele período e as diversas fases do café (desde o fruto até o grão moído).

Nessa aula, os alunos foram convidados a fazer diversas atividades, como construir um moedor de Lego. E, para tal, os meninos precisavam saber como montar as vigas de sustentação, como fazer a engrenagem funcionar e como montar o tamanho do eixo. Ao mesmo tempo, também moeram o grão junto com a professora Claudia (em um moedor moderno). “Foi fácil fazer o moedor, basta cada um se ajudar e seguir o passo a passo”, declarou Ana Leticia Mello, de 8 anos.

Segundo a Professora Claudia, de Robótica, a dinâmica de montar o moedor é importante para os estudantes, pois ajuda na resolução de conflitos; eles aprendem a ceder, a aprimorar o relacionamento e a trabalhar em grupo.

Para quem observou essa experiência, foi possível ouvir mais comentários como: “Gosto do cheiro do café, mas não gosto do sabor” ou ainda “Na fazenda, aprendemos muitas coisas, como se planta o café, como é a terra roxa, como era a senzala, como os escravos eram tratados e onde dormiam e como eram os imigrantes”.

“Tudo isso desemboca na Semana da Arte Moderna, pois tratamos do progresso econômico e vamos tratar também de Arte, estudando artistas como Tarsila do Amaral, Oswald de Andrade e Mário de Andrade. A liga para tudo isso passa pela ideia de ‘São Paulo enquanto fermento do novo”, afirmou a professora Maria Aparecida, carinhosamente conhecida como Cidinha.

A aula integrou um projeto interdisciplinar que compreende a Robótica e a parte pedagógica a partir das aulas de História e Geografia. Parabéns aos Professores Edson Figueiredo, Maria Aparecida, Juliana Arantes e à Equipe de Tecnologia Educacional do Colégio.