Terra, planeta água

Terra, planeta água

Natália Venâncio

17 Julho 2015 | 12h23

 

 

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São Paulo vive a maior crise hídrica da história. O sistema Cantareira, responsável por abastecer 5,6 milhões de pessoas na capital e Grande São Paulo, alcançou em 15 de março 14,6% da sua capacidade, de acordo com a Sabesp. Outros exemplos: o índice de tratamento de esgoto no Estado de São Paulo é de 53,3%; apenas 21,5% da vegetação original da região do Sistema Cantareira foi preservada; o Rio Tietê ocupa a primeira posição do ranking como o mais poluído do Brasil (Fonte: Planeta Sustentável, da Abril).

Como não poderia ser diferente, a escola entra para discutir esse cenário e promover debates  e ações em torno do líquido incolor, insípido e inodoro, tão essencial à vida. No Infantil 5, por exemplo, os pequenos participaram do projeto de investigação “A vida na água”, realizado do 2° semestre do ano passado. Conhecer aspectos da vida na água e sua importância para a manutenção da vida na Terra foram os principais objetivos, bem como identificar as principais ameaças aos ecossistemas para reconhecer o compromisso das sociedades atuais com a preservação e valorizar as diferentes formas de vida.

Passo a Passo

Segundo as professoras que conduziram o projeto, crianças de 5 anos se interessam naturalmente pelos animais e têm grande disposição para conhecer suas características e peculiaridades. “Desvendar alguns mistérios da vida marinha, conhecer suas riquezas, aprender sobre algumas espécies de animais, suas características especiais, como habitat, alimentação e ter contato com o imaginário que ronda os mares e rios; saber mais sobre si e sobre o mundo que nos cerca, foram alguns dos temas trabalhados”, declarou a professora Flavia Andrigueto Sanseverino Credidio.

Nas diversas situações de aprendizagem, marcadas por rodas de conversas, leitura de livros narrativos e informativos, pesquisas na internet, filmes e documentários sobre a temática – película sobre a vida na água com direito a participação em sala do ‘pirata’, e “Procurando Nemo” -, os alunos refletiram sobre a realidade. Na questão “O que vocês acham que iremos aprender neste projeto?”, surgiram respostas surpreendentes como a da Júlia Sayuri: “Eu acho que a gente vai aprender a economizar água, igual na minha casa”.

Outro programa de conscientização que fez sucesso no Arquidiocesano foi o “Água, recurso em escassez”, realizado pelos alunos do 1° ano da Educação Infantil, também durante o segundo semestre de 2014. Com apenas seis anos de idade, os alunos estavam cheios de questões sobre a escassez da água e as levaram para sala de aula. Afinal, todos estavam preocupados com o esgotamento da água no planeta!

As professoras Mariangela Pachi Carreiro e Débora Gazola abraçaram a causa dos pequenos. Transmitiram reportagens para as crianças; uma delas foi veiculada no Fantástico (TV Globo) com a repórter Flávia Cintra que, com sua cadeira de rodas, andou sobre o chão seco no reservatório da Cantareira, e a outra veiculação ficou por conta da animação “A gota borralheira”, da Sabesp.

Outra experiência incrível foi realizada no laboratório de química. Um grupo de crianças aprendeu sobre filtragem da água com o Professor José Gomes – com direito a informações de que o uso de carvão ativado é um poderoso filtro, sendo utilizado inclusive no Marista Arquidiocesano. Com a lição captada, o grupo voltou à sala e a transmitiu aos demais alunos!

As crianças também elaboraram materiais específicos, como uma faixa com os dizeres: “POR QUE DESPERDIÇAMOS ÁGUA SE SABEMOS QUE ELA VAI ACABAR?”; cartazes com texto retirado do livro “Somos Terra” / Editora Auana para a Prefeitura (“Água que sonha é nuvem, água que se recolhe é gelo, água que a gente colhe é chuva, água que a gente fere é poluição”); e cartazes autorais, com alertas sobre a situação: “Não é porque a pessoa compra água que pode desperdiçar. Não gaste água”.

Além disso, houve uma gravação na qual os alunos entrevistaram o diretor do Colégio (Ascânio João Sedrez) para indagá-lo sobre o recurso natural e, especificamente, sobre o poço artesiano. Quando os pequenos souberam de sua existência, ficaram muito curiosos e elaboraram questões – Quantos metros o poço tem? Onde fica esse lugar? Como foi construído? Como economizar água? – que foram devidamente respondidas.

Ascânio João (Chico) Sedrez ressalta a importância de trabalhar o tema com as crianças e com os jovens: “Não é possível imaginar uma escola no contexto de São Paulo e da Região Sudeste do Brasil não abordando seriamente a questão da água e de seus usos. Como todos os recursos naturais e escassos, a água adquire valor estratégico e será o diferencial das sociedades mais organizadas e que têm planejamento de médio e longo prazos. Fica evidente que teremos que compensar a falta de planejamento e de coerência no uso e na administração desse recurso; por isso, a Educação Marista quer formar cidadãos comprometidos com a sustentabilidade e com o futuro do mundo para todas as pessoas”.

 

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Comunicação e Marketing – Colégio Marista Arquidiocesano