Projeto do Arqui cria audiolivros para crianças cegas ou de baixa visão

Projeto do Arqui cria audiolivros para crianças cegas ou de baixa visão

Natália Venâncio

16 de novembro de 2021 | 10h46

Projeto de alunos do Colégio Marista Arquidiocesano foi concedido à Fundação Dorina Nowill

Turma do 2º ano do Ensino Fundamental – Anos Iniciais do Colégio Marista Arquidiocesano, criaram audiolivros para as crianças cegas ou de baixa visão. Os textos são totalmente autorais e produzidos para todas as crianças, em especial para aquelas da Fundação Dorina Nowill, que há mais de 70 anos se dedica à inclusão social de pessoas cegas e com baixa visão.

O trabalho foi orientado pela coordenadora pedagógica Lilian Gramorelli e conduzido pelas professoras Adriana Kosuzi e Vanessa Roselli e faz parte do desenvolvimento do Projeto de Intervenção Social (PIS) da turma, uma prática pedagógica Marista que promove o diálogo e o protagonismo, permitindo entender como necessidades humanas e sociais, questioná-las e traçar caminhos para enfrentar as problematizações contemporâneas.

“Por meio de um texto lido na aula de Língua Portuguesa e as aulas de sensibilização para o projeto, os alunos despertaram o interesse em pesquisar como as pessoas com deficiência poderiam viver em um mundo de mais equidade. Assim, surgiu a ideia de criar os audiolivros”, explica a professora Vanessa Roselli.

Os Projetos de Intervenção Social (PIS) do Colégio Marista Arquidiocesano, deste ano, possuem como tema principal a “empatia”. As professoras deram início ao   projeto, descobrindo o significado dessa palavra e como as pessoas lidam com as emoções e os sentimentos.

As crianças ouviram a história sobre o Morcego Bobo, escrita por Tony Ross e Jeanne Willis, que mostra que se colocar no lugar do outro e sentir o que ele sente ajuda a entender sua visão de mundo, e uma audiodescrição, para tentar imaginar como uma pessoa cega pode entender as imagens faladas. Assistiram também a um curta-metragem chamado Reach, leram o livro “O monstro das cores”, escrito e ilustrado pela arte-terapeuta Anna Llenas, e com ele, fizeram uma atividade de Matemática, usando gráfico de barras.

A partir das etapas descritas, os estudantes se interessaram pelos deficientes visuais e quiseram fazer algo por eles. Assim, foram criadas duas histórias diferentes: “Nina em seu primeiro dia de aula”, produzida pelo grupo do 2º ano E, e “Aventura e investigação em Tóquio”, criada pelos alunos do 2º ano F.

“Ambas foram transformadas em audiolivros e entregues para as crianças da Fundação Dorina Nowill, em um encontro presencial, ocorrido no Arquidiocesano”, revela a professora Adriana Kosuzi.

Os alunos também fizeram um bazar com doação de roupas infantis que foi entregue à instituição, reconhecida por sua produção e distribuição gratuita de livros em braile, falados e digitais acessíveis, diretamente para o público e também para cerca de 3000 escolas, bibliotecas e organizações de todo o Brasil.

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