Movimento Maker estimula a cultura do “faça você mesmo”

Movimento Maker estimula a cultura do “faça você mesmo”

Natália Venâncio

07 de novembro de 2019 | 14h19

Proposta propicia que o estudante seja protagonista no processo de aprendizagem

Tornar o estudante mais ativo durante o processo de aprendizagem, favorecendo o seu protagonismo em sala de aula. Esses são alguns dos principais objetivos do movimento maker, termo derivado da cultura do “faça você mesmo”. A intenção do movimento é estimular que o estudante busque soluções mais criativas, atuando de forma colaborativa, favorecendo o protagonismo.

O movimento maker ganhou força no YouTube, que hoje exibe ao menos 30 milhões de vídeos ensinando como fazer desde uma simples atividade até a mais complexa. A ideia é que qualquer pessoa pode construir, consertar, modificar e fabricar os mais diversos tipos de objetos e projetos com suas próprias mãos. E, é claro, os educadores não perderam tempo para compreender a novidade e integrá-la à rotina escolar.

Essa cultura permite desde a realização de aulas expositivas até a construção de projetos nos quais o aluno é o protagonista, em um espaço específico para a atividade. Dessa forma, quanto mais ativo o aluno for no processo de aprendizagem, mais eficaz será a sua construção do conhecimento e compreensão do mundo.

O movimento maker vem sendo chamado de “terceira revolução industrial”. Ele proporciona novas formas de produção, ambientes e relações em que a colaboração é colocada como fator principal.

De acordo com a coordenadora de Tecnologia Educacional do Marista Arquidiocesano, Cleusa de Paula Diniz, essa nova forma de construção de conhecimento estimula a possibilidade de inovar o ambiente escolar, propondo atividades de criação e investigação na sala de aula. “Pensar o espaço de aprendizagem é também pensar a forma de se aprender. Quando rompemos com um layout tradicional de ensino, toda a relação educando-educador e ensino-aprendizagem ganha outro formato e os resultados são surpreendentes”, esclarece a coordenadora.

Mão na massa

Estudos apontam que apenas 15% do conhecimento é retido por meio de aulas teóricas e leitura. Porém, esse índice sobe para 75% quando os estudantes aprendem colocando a “mão na massa”, pois assim torna-se possível estimular a criatividade e a autonomia dos alunos trabalhando conteúdos de forma interdisciplinar.

O conceito de fab lab originou-se no Instituto Tecnológico de Massachussets (MIT). É uma abreviação de fabrication labs ou “laboratórios de fabricação”, cujo objetivo é fazer dos instrumentos de prototipação, como impressoras 3D e cortadoras a laser, algo acessível a todos.

O Marista Arquidiocesano possui um Espaço Maker, no qual os estudantes do Ensino Fundamental Anos Iniciais e do Ensino Médio podem aplicar esse conhecimento na prática. “A proposta do Espaço Maker é desenvolver não apenas competências curriculares, mas também habilidades que o estudante levará para a vida toda”, salienta Cleusa de Paula Diniz.

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