Escolha profissional em discussão no Marista Arquidiocesano

Escolha profissional em discussão no Marista Arquidiocesano

Natália Venâncio

03 Setembro 2016 | 09h20

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O Colégio Marista Arquidiocesano, em parceria com a Teenager Assessoria Empresarial, promoveu no último sábado, dia 27 de agosto, o 18° Fórum Teenager de Universidades e Profissões. Cerca de 1.300 pessoas ocuparam os espaços da Instituição de Ensino para receber conteúdo sobre o momento da escolha da carreira.

Profissionais e temas diferenciados marcaram a ocasião. Participaram o psicoterapeuta Leo Fraiman (“Escolha profissional e empreendedorismo – Como construir o seu poder pessoal”), o consultor de carreiras Sidnei Oliveira (“O que te move? Criando propósito através do protagonismo”), o dramaturgo e humorista Daniel Salsa (“Stand up Comedy – Verdades inconvenientes: o lado bem-humorado das coisas sérias”), o maratonista Antonio Augusto (“Do sedentarismo ao maratonismo, sua atitude determina a superação em sua maratona para o vestibular”), o psicólogo Tiago Tamborini (“Profissão: como garantir a melhor escolha”) e o Prof. Valther Maestro (“Enem: desafios e perspectivas para realizar uma boa prova”).

O objetivo do evento foi possibilitar o contato dos alunos com futuros universitários e com as instituições de Ensino Superior, proporcionando conhecimento sobre as profissões que estão à disposição e os desafios das diversas áreas, além de disseminar a ideia de que o jovem é capaz de definir seu próprio caminho. Logo na palestra de abertura, Leo Fraiman fez a seguinte pergunta para uma plateia de 1.300 pessoas: “Quem é dono da sua vida?”. A indagação foi feita muito mais para convidar o jovem a escrever a sua própria vida, a encontrar sua luz própria. De acordo com o especialista, obter sucesso tem a ver com ter brilho nos olhos, de fazer o mundo brilhar.

Segundo ele, no momento de escolha profissional, vale fazer a seguinte reflexão: “Se eu não tivesse medo de nada, o que eu faria?”. “Experimente se permitir, ser feliz de verdade, parar com o medo de falhar, de ser ridículo. Outro ponto complicado refere-se ao dinheiro, tudo dá dinheiro e nada dá dinheiro. Eu não encontrei ninguém rico querendo ficar rico, é preciso gostar do que se faz”, afirmou Fraiman.

“Em termos práticos, na hora da escolha profissional, observe o que faz parte de você, quais atividades desempenha com naturalidade, observe áreas novas, tenha foco. Sucesso é ter orgulho de ser quem você é”, finalizou.

Outro grande momento do Fórum ficou por conta da palestra “Escolha profissional”, ministrada pelo psicólogo e orientador de carreira Tiago Tamborini. Ele utilizou a sua história pessoal para aproximar a plateia. “Muitas vezes questionei a utilidade de aprender determinadas disciplinas. Mas para que aprender isso, se não vou usar na minha vida? Hoje, a neurociência explica que a gente precisa trabalhar o cérebro para usar determinada competência. Nesse sentido, todo o conhecimento é válido”, explicou.

A escolha na prática

“Vocês compartilham de um sonho: escolher uma carreira e uma universidade. Você tem que se dedicar ao projeto. A gente acaba vacilando na atitude”, afirmou Tamborini. Segundo ele, é mais fácil falar o que não devemos fazer na hora de escolher a profissão. Veja abaixo as dicas do profissional:

– “Escolher pensando no dinheiro é roubada. A diferença não é a profissão, mas o que eu faço dela. Qual é a sua chave? O que você é capaz de fazer para ganhar dinheiro? Há ainda outras questões: tem gente, por exemplo, que prioriza a qualidade de vida e esse é um ponto que precisa ser considerado.”

– “Outra cilada é pensar em excesso no mercado de trabalho. Tudo é muito instável, quem diria que a Zona do Euro é uma dúvida.”

– “Tenho que fazer o que gosto. Sim, mas não é só o que gosto. Isso é mentira, é impossível. Quanto mais a gente acertar na escolha, vai caminhar mais no sentido do que gostamos. Mas há atividades que você tem que fazer mesmo sem gostar, isso é o que chamamos de maturidade. Há determinadas tarefas que eu aprendo a fazer mesmo não gostando para conseguir fazer o que gosto (Exemplo: adoro dar aulas, mas não gosto de corrigir provas. Porém, para estar em sala de aula, preciso corrigir as avaliações, então faço). Outro ponto: o que você faz bem feito, você costuma gostar.”

– “O sucesso é um conceito relativo. As pessoas costumam confundir fama – que poucos têm e que muitas vezes não tem a ver com qualidade – com sucesso. Sucesso é traçar metas e conseguir atingi-las. Ou seja, um estudante que escolhe uma carreira e escolhe algumas universidades que deseja estar e consegue, obteve sucesso.”

– “O que evitar em termos de conselhos: a mídia em geral (a pesquisa tem que ser mais profunda, envolvendo o acompanhamento da rotina de profissionais da área escolhida), pessoas pessimistas (não agregam em nada), amigos (nos querem bem, mas não tem conhecimento para ajudar na nossa escolha) e conselhos fechados de casa como ‘opte por Medicina, Engenharia ou Direito’ (você tem que levar em conta as suas inclinações. Não precisa ignorar os pais, mas converse com eles aberta e francamente e pesquisem juntos).”

– “O último grande equívoco é: ‘escolha é para a vida toda’. Não é. Depois de 10, 15 anos de carreira, teremos que nos atualizar, redirecionar e há vários caminhos que podem fazer sentido para você.”