Encontro Formativo “Os infantis e o consumo da vida: mídia, televisão e a contemporaneidade endereçada aos pequenos”

Encontro Formativo “Os infantis e o consumo da vida: mídia, televisão e a contemporaneidade endereçada aos pequenos”

Paulo Adolfo

09 Setembro 2016 | 14h11

 

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No dia 27 de agosto, realizou-se o encontro “Os infantis e o consumo da vida: mídia, televisão e a contemporaneidade endereçada aos pequenos” organizado pelos educadores, assistentes sociais e pastoralistas do Colégio Marista Arquidiocesano, do Colégio Marista Nossa Senhora da Glória e da Rede de Solidariedade.

Cerca de 200 educadores de São Paulo marcaram presença no Encontro Formativo para discutir o consumo direcionado às crianças pequenas e as influências exercidas pela mídia em relação a este assunto.

Os palestrantes motivaram os presentes a repensarem como as influências midiáticas se opõem à educação que pensa e age a partir da construção de valores, contribuindo para a formação e para o desenvolvimento das crianças. Apontaram também para a necessidade de os educadores discutirem essas influências e as trabalharem e dialogarem com toda comunidade educativa.

Presenças ilustres

O Prof. Mestre Nélio Serpa tratou da “Concepção de Infância: a importância do Brincar”. A partir do olhar da Sociologia, falou sobre a presença da criança na sociedade moderna, sobre o longo processo de desenvolvimento da criança enquanto sujeito, sobre a importância do ‘brincar’ nesse processo, a capacidade de aprendizagem, o consumo através da ludicidade, a comunicação que os pequenos estabelecem com seus pares e, ainda, acrescentou a necessidade de a criança ter seus direitos garantidos.

Segundo Nélio, “o brincar é impulsionado pela necessidade de resolver uma tensão (entre aquilo que quero e o que o mundo nos apresenta) difícil ou quase impossível de conseguir”.

O relato de experiência ficou por conta de Mariana Hassem, estudante de Direito da USP e ex-aluna do Colégio Marista Arquidiocesano. Ela falou sobre suas influências de consumo e sobre a mercantilização da infância, que negam aos pequenos um desenvolvimento criativo, próprio dessa fase de desenvolvimento. Também mencionou a precocidade na busca da fidelização das marcas desde a infância, a estratégia das marcas que utilizam agressivamente as crianças como targets, entre outros assuntos. Mariana também apresentou dados de pesquisas recentes do Instituto Alana que debate questões relacionadas à publicidade dirigida a crianças – segundo o estudo, 68% das crianças desejam o produto exibido na TV e 59% das crianças ficam chateadas quando não são satisfeitas pelos pais na compra de produtos exibidos na TV.

Por fim, a Drª Ana Olmus tratou do tema “A violência invisível da publicidade” Iniciou sua conversa, propondo aos participantes rememorar as infâncias. Para Ana Olmos, uma das primeiras influências que sofremos na infância refere-se à cultura na qual vivemos, principalmente a familiar, na qual fazemos nossas primeiras escolhas.

“Os pais, adultos e responsáveis devem ter cuidado com a exposição das crianças em relação às ferramentas diversas de publicidade, pois os pequenos não têm condições de julgar e discernir as intencionalidades múltiplas que transparecem nas propagandas dirigidas. As crianças aprendem concretamente com aquilo que veem, mas ainda não conseguem estabelecer relações”, afirmou Ana Olmos.

Após a apresentação de Ana Olmos, foi aberto um debate com palavra aberta, mediado pelo Prof. Ricardo Chiquito, no qual houve perguntas e esclarecimentos. Ao término do encontro, também houve apresentação cultural do Grupo de Dança de Rua IDM (Identidade em Movimento) que foi criado em 2009, dando continuidade a um projeto de Dança Vocacional no Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso, em São Paulo.