Do Arqui ao Deserto do Atacama

Do Arqui ao Deserto do Atacama

Natália Venâncio

16 Julho 2015 | 15h20

Antonio Augusto Almeida é ex-aluno do Colégio Marista Arquidiocesano e tem uma história pitoresca a ser contada. Apaixonado por esportes desde a época em que era estudante, atualmente, encara o desafio de ser maratonista e ministrar palestras sobre foco, determinação e fé. Se você está curioso, confira este exemplo de superação na entrevista ping-pong abaixo. Boa leitura!

Revista Em Família: A educação Marista contempla a formação integral do indivíduo, algo que inclui os esportes. Como a escola contribuiu para fomentar seu gosto pela prática esportiva?

Antonio: O Arqui sempre dedicou boa parte da formação dos alunos ao esporte e agarrei esse conceito que trago comigo até hoje. Pratiquei muitos esportes, entre eles: futebol, judô, atletismo e o handebol.  Este último me possibilitou muitos ganhos, dentro e fora do colégio.

Foram muitas viagens pelo Brasil disputando campeonatos pela escola, além de todos aqueles  na própria cidade de São Paulo. Além disso, tínhamos a semana Champagnat, vivida de forma muita intensa… uma verdadeira olimpíada entre classes que fazia tremer as quadras e ginásios, sensacional. Integrei a primeira Oliarqui, que posteriormente tornou-se uma das maiores Olimpíadas entre colégios do Brasil. Enfim, muitos professores me ajudaram a enxergar o esporte como ferramenta de inclusão social, estabelecendo uma forte ligação entre esporte, educação e saúde.

Revista Em Família: Durante a faculdade, mudanças significativas ocorreram. E a corrida acabou ocupando um papel importante na sua vida e na vida de sua família. Explique um pouco melhor o período.

Antonio: Na faculdade, as coisas começaram a mudar: vida social intensa, happy hours, menos esportes, muito trabalho, viagens, casamento e filhos. Em 2005, sofri uma grande decepção profissional e tive que redirecionar minha carreira. Mudei de cidade e, em Curitiba, cheguei a pesar 108 kg. Precisava mudar a minha vida e rotina, caso contrário, sofreria grandes prejuízos em minha saúde.

Decidi que precisava transformar a minha vida e a da minha família com o esporte. Comecei a me cuidar e fiquei “louco” por corrida. Hoje sou um corredor que se apaixonou pelas maratonas… eliminei 42 kg e fiz minha primeira maratona com 42 anos (quando voltamos para São Paulo).

Revista Em Família: Quantas provas realizou e qual o balanço geral de tal feito?

São mais de 200 provas ao longo desses anos. Em dezembro de 2014, corri a Maratona do Deserto do Atacama, consegui, portanto, completar os 42,195 km no deserto mais árido do mundo com altitude que variou de 2.700 a 2.900 metros. Na fase atual, treino para a Maratona do Fim do Mundo, em maio, no Ushuaia/Argentina e, em seguida, faço a Maratona do Rio.

 

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Comunicação e Marketing – Colégio Marista Arquidiocesano