“Diversidades, diferenças e educação” e “História e Cultura Indígena”

“Diversidades, diferenças e educação” e “História e Cultura Indígena”

Natália Venâncio

06 Maio 2016 | 13h16

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Ao longo dos últimos anos, sob a temática dos direitos humanos, muitas instituições de ensino têm se mobilizado para o desafio de se educar para a convivência, e educar para a convivência implica em educar para o respeito às diferenças, sejam elas de ordem cultural, social, econômica, política ou até mesmo física!

Algumas normativas legais têm norteado as discussões e a formação continuada em direitos humanos. A nossa avaliação é de que o processo formativo é um dos caminhos para estabelecer uma cultura da convivência.

Ao observar nossos educadores, famílias e alunos, acreditamos que essa iniciativa tem mostrado resultados práticos no cotidiano escolar, minimizando indiferenças, discriminações, desigualdades ou invisibilidades nos espaços educacionais.

Um exemplo prático de educação para convivência ocorreu no último sábado (30/04) com o Ciclo de Formação “Diversidades, diferenças e educação” e “História e Cultura Indígena” no Colégio Marista Arquidiocesano. No encontro, dialogamos com a professora e pesquisadora nas áreas de Filosofia, Sociologia e Educação Daniele Kowalewski e com o filósofo e doutor em Educação Daniel Munduruku sobre a representação histórica, social e cultural da população indígena, enfatizando a ainda latente necessidade de repensar o lugar que temos destinado a esse grupo populacional.

Daniele Kowalewski ressaltou a importância da temática das diferenças na educação, nos âmbitos globais e locais, enfatizando como no Brasil a diversidade é pensada sob quatro vértices: natureza, raça, miscigenação e cultura. Após definir multiculturalismo, pluralidade cultural e diferenças na educação, a professora advertiu sobre a importância do conceito do reconhecimento, na abordagem do convívio escolar, para uma educação vinculada aos direitos humanos e às práticas democráticas.

Daniel Munduruku registrou que “a cultura indígena ainda é vista como folclórica. Isso é fruto de uma política que sempre tratou os indígenas como seres do passado, parados no tempo”. E complementa: “O resultado disso tem sido desastroso para a própria sociedade, pois acabou negando a participação efetiva de nossa gente indígena na composição da identidade nacional”.

As experiências da professora Cláudia Gil e de sua assistente Tatiana Arcolini, do Colégio Marista Arquidiocesano, e dos educadores Juliana Menecucci e Danilo Vaz, do Centro Social Marista Ir. Justino, também enriqueceram muito a formação.

Formações como essa são importantes para reavaliarmos concepções e práticas no caminho para uma educação plena em direitos humanos, convívio e respeito pelas diferenças.

Por Núbia de Oliveira, Assistente Social do Colégio Marista Arquidiocesano