Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola

Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola

Natália Venâncio

08 Abril 2016 | 12h24

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Foi aprovado pelo Senado, neste dia 7 de abril (quinta-feira), um projeto de lei que estabelece esta data como o Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola. Aproveitando a ocasião, a Rede Marista de Solidariedade e a Rede de Colégios do Grupo Marista lançam uma Campanha Contra o Bullying (#CultiveBonsValores), cujo principal objetivo é cultivar boas atitudes e bons valores para evitar e combater o bullying nas Unidades Sociais e nos Colégios Maristas. Os posts da campanha serão veiculados com a hashtag #CultiveBonsValores.

O nome da campanha foi inspirado no conceito das “Cultivares”, plantas que foram melhoradas a partir da introdução ou alteração, pelo homem, de uma característica. Além disso, o próprio verbo “cultivar” – cujo significado remete aos atos de fertilizar, formar, educar e desenvolver – serviu de inspiração para o conceito da ação.

Exemplos de ações

O Colégio Marista Arquidiocesano promove ações de combate ao bullying há tempos. Tem em sua grade curricular as aulas do DAPS (Desenvolvimento Acadêmico, Pessoal e Social), cuja concepção é associar o lado acadêmico ao lado social. Trata-se de um momento de partilha de projetos, problemas e soluções. E dentro desse formato, os sextos e oitavos anos trabalharam a temática do bullying.

No 6° ano, os meninos leem livros, notícias e reportagens – um dos livros utilizados é o “O bilhete premiado”, do jornalista Paulo Galvão, obra que trata de um cenário de escola pública, problemas familiares, relações de estresse, sobreposição e vantagens – e, depois das leituras, há discussões, cartazes, mostras com propaganda anti-bullying, etc. O projeto do 8° ano segue a mesma linha, porém há a elaboração de camisetas (com campanhas anti-bullying), texto com histórias e publicações, blogs, entre outros.

No 8° ano do Ensino Fundamental é possível observar um amadurecimento e eles estão em um espaço de concorrência no qual as habilidades são postas à prova. Nesse período, a intervenção tem que ser mais direta, resgatando o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), o regimento e a legislação escolares. É importante salientar que acreditamos que as pessoas possam mudar. A saída é dialogar, sugerir que a expressão seja feita com ética e justiça.

Entenda a lei

A iniciativa da RMS e dos Colégios Maristas está em sintonia com a Lei nº 13.185, de 6 de novembro de 2015, a qual determina que seja feita a capacitação de docentes e equipes pedagógicas a fim de implementar ações de prevenção e solução do problema, assim como a orientação de pais e familiares para identificar vítimas e agressores. Também estabelece que sejam realizadas campanhas educativas e fornecidas assistências psicológica, social e jurídica às vítimas e aos agressores.