Dançarqui, experiência que define caminhos.

Dançarqui, experiência que define caminhos.

Natália Venâncio

25 Maio 2016 | 18h27

 

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O Dançarqui, festival de dança realizado anualmente no Colégio Marista Arquidiocesano, teve a sua 18ª edição de 17 a 21 de maio. Participaram do evento cerca de 2.000 pessoas e, entre elas, 705 alunos-bailarinos de 5 a 18 anos, professores, coreógrafos e grupos convidados. A organização do Dançarqui ficou por conta do Setor Artístico do Núcleo de Atividades Complementares e contou com o apoio da Sport Brindes, da School Picture e da Alumiar Fotos.

As 74 coreografias foram apresentadas por alunos dos seguintes colégios: Albert Sabin, Eduardo Gomes, La Salle, Madre Cabrini, Marista Arquidiocesano, Marista de Brasília (Maristinha), Marista Nossa Senhora da Glória, Nossa Senhora do Rosário, Objetivo Ipiranga, Oshiman, Renovação, Santo Agostinho, São Camilo Cardeal Motta, Sidarta e Escola Projeto Vida. Representantes do Centro Social Marista Irmão Justino e do CCA Thiago Abdalla Fiuza também abrilhantaram a ocasião.

Foram distribuídas medalhas de destaque nas categorias “Contemporâneo Juvenil”, “Estilo Livre Juvenil”, “Clássico Infantil”, “Jazz Juvenil”, “Estilo Livre Infantil”, “Danças Urbanas Infantil” e “Danças Urbanas Juvenil”.

O significado da dança e do Dançarqui, na ótica dos ex-alunos.

Confira abaixo alguns trechos de depoimentos de ex-alunos do Colégio Marista Arquidiocesano que participaram do 18º Dançarqui, mencionando a importância do Dançarqui na descoberta pela dança. Muitos deles, hoje são dançarinos profissionais.

Foi no Arqui, bem pequena, que iniciei minha relação com a dança e com a expressão corporal. Aos 7 anos, já estudava ballet e jazz e a dança fez parte de toda a minha trajetória de 14 anos no Colégio… Porém, foi aos 12 anos, em 2001, que tive o meu primeiro contato com o Flamenco, pela professora Silvana. Foi paixão à primeira vista. Eu sempre digo que o Arqui foi responsável por plantar em mim a sementinha do sentido do Flamenco, em sua essência. O Flamenco não é simplesmente um estilo de dança; é uma cultura, um modo de ser, de comunicar ao mundo a linguagem da alma…” – Anna Miranda

Acho difícil descrever o que a dança representa para mim, pois atualmente ela define todo o andamento da minha vida. Comecei a dançar por causa de uma iniciativa do Prof. Ivan e da Profª Elen através da Ginástica Artística e da Dança do Arqui. Achei que seria algo passageiro, mas foi o que guiou o meu futuro. Logo em seguida, entrei no Jazz com a professora Fernandinha que acendeu a faísca que faltava para que a minha paixão pela dança fosse uma realidade que dura até hoje. Tudo isso aconteceu há dez anos e em quatro dos quais atuo como profissional”. – Raony Braga

“Foram 13 anos de Arqui e de dança. O Arqui foi o meu berço, o começo da minha história e tenho um carinho e gratidão enorme por todos! Hoje sou empresária, mas continuo na dança, agora com o tango, que virou uma paixão! Voltar ao salão nobre, palco da minha vida, de tantos momentos especiais, após 11 anos de formada, é um presente maravilhoso!” – Mariana Ernandes

“Dançar no Arqui representou na minha vida felicidade e satisfação imensuráveis. As lembranças são as mais gostosas possíveis. Desde a correria por trás das coxias, o frio na barriga antes de entrar em cena, os cumprimentos ao término do espetáculo até muitas outras coisas gostosas que envolvem o processo de subir ao palco por alguns minutos e ser muito, muito feliz ao receber o carinho e os aplausos de quem nos aprecia… Aos poucos, senti a necessidade de me aprimorar tecnicamente na arte do Ballet Clássico e por isso aos 13 anos fui treinar na academia Pavilhão D, em São Paulo. Dos 13 aos 19, dancei em festivais e competições pelo mundo, incluindo Youth America Grand Prix, em NY, Tanzamerica, na Argentina, os Festivais de Joinville e Brasília, Passo de Arte, em SP, entre muitos outros. Aos 19 anos, tive a oportunidade de dançar no Hamburg Ballett, na Alemanha, e na Cinevox Company, na Suíça, como bailarina contratada. E lá acabei me apaixonando também pela modalidade Contemporâneo…” – Aline Trombini

“…2010 foi meu último ano como aluno do Arqui e participei do Dançarqui. Estava com um frio na barriga enorme, com muito medo de errar algum passo, estragar tudo. Mas deu tudo certo. Era uma coreografia do Chaplin, coreografada pela Mayra… Naquele dia, soube que queria dançar para sempre, e apesar de ser meu último ano como aluno, não foi o meu último como dançarino… Já dancei balé clássico, contemporâneo, street dance, dança de salão e sofri diversos tipos de preconceito por ser homem e dançar, e vez ou outra alguém aparece para me julgar. Tenho certeza de que graças a mim e principalmente ao meu irmão, com a ajuda dos professores do Arqui, ajudamos a quebrar muitas barreiras em relação a isso, mas muito ainda tem que ser feito.” – Luan Bragra

“Eu comecei a dançar no Arqui, com seis ou sete anos de idade. Hoje eu tenho 32 e trabalho como bailarina e professora. Foi aqui que me perguntaram pela primeira vez se eu tinha vontade de ser bailarina e me ofereceram todos os recursos para que eu aprendesse e experimentasse a realidade: que nada se aproxima do ideal romantizado do balé. Pelo contrário: é um caminho de esforço, estudo, entrega e superação, principalmente em um país como o nosso. Foi aqui que eu entendi que a dança não se resumia a entretenimento, mas que era uma estrutura complexa, rica e apaixonante. Acho maravilhoso que profissionais como a Silvana e o Ivan estejam há tantos anos dedicando seus esforços no Arqui para essa ferramenta tão importante do desenvolvimento humano.” – Flávia Lucato