Como as escolas podem agregar os pais na rotina escolar dos filhos?

Como as escolas podem agregar os pais na rotina escolar dos filhos?

Colégio Marista Arquidiocesano

15 de janeiro de 2019 | 15h52

Por Carlos Dorlass, Diretor Geral do Colégio Marista Arquidiocesano

É tempo de férias, mas logo retornaremos às nossas atividades. Os pais chegam com muitas dúvidas, na qual, a principal delas é o envolvimento deles no dia a dia.

Parece simples, mas não é! O primeiro ponto de reflexão está relacionado ao fato de que a qualidade da aprendizagem começa dentro de casa no momento em que os pais a estimulam e participam da vivência escolar. Com esse incentivo, facilita-se a alfabetização das crianças, elas permanecem por mais tempo na escola, obtêm as melhores notas, saem qualificadas para o mercado de trabalho, consequentemente, alcançam os melhores salários ao atingirem a idade adulta.

Crianças na escola: facilite a adaptação

Os pais devem atentar-se ao início da vida escolar das crianças. Nesta fase, mostre entusiasmo e segurança ao deixar o seu filho na escola, ressalte que ele encontrará outras crianças com as quais poderá brincar e aprender.

Explique com tranquilidade que ela passará o dia na escola e que irá buscá-la no fim do período. Controle a ansiedade e a estimule a compreender que aprender é importante e é agradável.

Acompanhe cada etapa de perto. Reconheça e valorize cada conquista de autonomia de seu filho, nunca o reprima ou castigue em caso de dificuldades de aprendizagem, respeite o ritmo dele e motive-o a superar-se. Não o compare com irmãos ou amigos.

Seja parceiro da escola

Esteja presente e participe das reuniões dos pais. Vá às atividades extraclasse, tais como: palestras, mostras culturais, dia da família, olimpíadas esportivas, olimpíadas de conhecimento, entre outras. Valorize e respeite a escola, os professores e os funcionários.

Eduque dentro de casa

Crie uma rotina também em casa. Mantenha um horário regular para seu filho alimentar-se, tomar banho e ir para a cama. Possibilite a compreensão do seu universo, seja criativo com ela. Fale normalmente com seu filho, sem diminutivos e infantilizações. Leia histórias, capriche na interpretação.

Benjamin Franklin já dizia algo profético: diga-me e eu esquecerei, ensina-me e eu poderei lembrar, envolva-me e eu aprenderei. O desafio é envolver. Sua casa também ensina a ler e escrever. Isso acontece quando você a transforma em um ambiente alfabetizador, onde o material escrito tem espaço e função. Isso familiariza a criança com as letras e a estimula a valorizá-las.

Sementes de sabedoria

Uma das melhores maneiras de colaborar com o trabalho escolar é dar-se conta de que a educação não é só aquilo que a escola oferece. A premissa básica de uma família que valoriza o estudo é dar os exemplos. Sempre que ler algo interessante em um livro ou em uma revista, compartilhe com seu filho e convide-o a ler junto. Comente com ele sobre o assunto que você está lendo, fale sobre seu trabalho, pergunte a ele sobre seu dia na escola e como você pode ajudar nas lições.

Se você quer que seu filho seja gentil, responsável e carinhoso, seja o exemplo que você deseja ao seu filho.

Não negocie o inegociável. As crianças tendem a pedir tudo o que veem. Mesmo que você tenha poder aquisitivo, aprenda a dizer “não” e a limitar os mimos. Isso dará a seu filho a noção de que só a chuva cai do céu.

Seja firme e coerente. Não é suficiente dizer para a criança comportar-se. Isso é abstrato demais. Diga quais comportamentos são esperados e quais são reprováveis.

Todas as atitudes mencionadas contribuem para a facilitação do processo de ensino/aprendizagem, mas também para uma vivência de tolerância, respeito e diálogo no ambiente escolar, pois, além da formação acadêmica qualificada, é papel da escola desenvolver valores na criança. Cabe aos pais e à escola formar o cidadão integral que possua conhecimento técnico, criticidade, responsabilidade social e tenha um projeto de vida com experiências ricas.