Colégio Marista Arquidiocesano aponta benefícios das aulas de robótica

Colégio Marista Arquidiocesano aponta benefícios das aulas de robótica

Colégio Marista Arquidiocesano

07 de março de 2019 | 18h31

Coordenadora de Tecnologia Educacional explica como atividades ajudam na socialização, além de desenvolver raciocínio e impactar de forma criativa na vida dos estudantes

Resolver problemas complexos, aprender a lidar com conflitos, trabalhar valores humanos e descobrir respostas diferentes das soluções convencionais. Esses são alguns dos benefícios da robótica na sala de aula, que também desenvolve a atividade motora, o raciocínio lógico e as habilidades mentais das crianças e jovens por meio da programação, da criatividade e do trabalho em equipe. No Colégio Marista Arquidiocesano esta metodologia inovadora ainda tem como objetivo de começar a treinar as competências para as profissões do futuro desde cedo.

Um prova disso é o Projeto Robótica, do Ensino Fundamental Anos Iniciais, que trabalha a invenção e a inovação dos alunos ao possibilitar que crianças de 6 a 10 anos criem novos materiais em suas atividades. “Essa metodologia que chegou ao Brasil há pouco mais de uma década e já está revolucionado todo o processo de ensino e aprendizagem. Desenvolvemos ferramentas e outros recursos tecnológicos no Arquidiocesano para preparar os futuros profissionais de 2030”, diz Cleusa Diniz, coordenadora de Tecnologia Educacional da escola.

Assim os alunos são capazes de aliar os conteúdos tradicionais ensinados em sala de aula (como o movimento de rotação da Terra e as soluções mecânicas na Idade Média) com projetos práticos envolvendo o uso das tecnologias. Um dos objetivos das dinâmicas de robótica é poder vivenciar o conhecimento e dar uma nova utilidade para peças de brinquedo de montar, usadas durante as aulas para desenvolver trabalhos em grupo e estimular as competências emocionais dessa nova geração que ingressará no mercado nos próximos anos.

Com as crianças menores, coordenadora explica que também podem ser trabalhados temas corriqueiros, como textos curiosos sobre animais, trazendo para a realidade da criança. Nessa faixa etária, a linguagem é mais infantil e os projetos, mais coloridos. Por meio da robótica educacional, as crianças desenvolvem muito sua criatividade, além de colocar em prática suas atividades motoras, mentais, valores e se comunicarem com o mundo. Também podem ser criadas situações para a resolução de problemas através da montagem de robôs, a descoberta de curiosidades sobre animais, esportes, entre outros.

Com estudantes maiores, as histórias devem apresentar personagens e situações voltadas para a idade. Os alunos costumam se identificar com esses personagens e com os temas abordados, o que facilita o desenvolvimento da tecnologia e de valores mais sólidos. Por exemplo, temas atuais como a poluição, polos da Terra ou uma viagem pelo oceano são bem atrativos para essa faixa etária. Ao se colocarem no lugar do personagem, os jovens costumam viver os problemas, discutindo, analisando e identificando maneiras de agir em diferentes situações. E, ao desenvolverem robôs, os estudantes aprendem a usar sensores de som, de toque, de movimento, e sobre programação para transmitir as missões às máquinas. Neste contexto, é trabalhada a relação entre criador e criatura.

A robótica ajuda especialmente a lidar com funcionamento das coisas, principalmente quanto aos dispositivos eletrônicos. “Outro aspecto que deve ser citado é que os estudantes também assumem a posição de líder, tomando atitudes que são discutidas em sala. Na adolescência, este tipo de ensino da robótica também desenvolve as habilidades de liderança e negociação”, destaca Cleusa. Além de tudo isso, a robótica educacional ainda pode ensinar os jovens a empreender, apontando como viabilizar uma boa ideia e tirá-la do papel.

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