Autoconhecimento ajuda estudantes a conter o estresse do período de isolamento social

Autoconhecimento ajuda estudantes a conter o estresse do período de isolamento social

Natália Venâncio

05 de agosto de 2020 | 11h55

Atividades colaboram para a redução da ansiedade e do nervosismo, sintomas comuns durante a quarentena imposta pela pandemia da Covid-19

Práticas de autoconhecimento e autocuidado com estudantes estão ajudando os alunos do Ensino Fundamental – Anos Finais do Colégio Marista Arquidiocesano a reduzirem a ansiedade e o nervosismo que ocorrem em decorrência do distanciamento devido a pandemia do novo coronavírus.

Exercícios de “olhar para fora (ambiente) e para dentro (sentimento), por meio das “janelas”, durante o isolamento social, tem contribuído para o fortalecimento de si, o sentimento de pertencimento e a responsabilidade social dos estudantes”.  explica a coordenadora do Ensino Fundamental – Anos Finais, do Marista Arquidiocesano, Alana Perico.

O foco das atividades é no desenvolvimento de habilidades socioemocionais, que estimula o pensamento criativo, a consciência e o equilíbrio emocional dos alunos. O assunto vem ganhando espaço com a introdução das competências da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e com a pandemia, ganhou ainda mais importância na rotina dos estudantes. Em meio ao distanciamento social, atualmente as aulas estão ocorrendo em ambiente online.

“Embora em casa, os estudantes não pararam suas rotinas. Somadas às responsabilidades inerentes à escola, estão as inúmeras incertezas que envolvem o mundo e os sonhos de cada um. O aluno está conectado, é antenado, crítico, consciente e deseja resolver os problemas que afetam as pessoas, por isso, suas preocupações aumentaram. Contemplar e refletir contribuem para o desenvolvimento da interioridade”, explica Alana.

As emoções

Assistir ao filme “Divertidamente”, sucesso da Disney e da Pixar, foi também uma atividade proposta. Por meio de uma linguagem acessível e lúdica, o enredo se desenrola dentro da cabeça da menina Rilley, de 11 anos, onde cinco emoções — Alegria, Tristeza, Medo, Raiva e Nojo — são responsáveis por processar as informações e armazenar as memórias. A história demonstra que apesar de as pessoas preferirem momentos alegres em suas vidas, cada emoção tem a sua devida importância. “Reconhece-las permite fazer escolhas conscientes para usá-las da melhor forma possível diante do momento delicado em que estamos vivendo”, reforça a professora Alana.

Olhar para fora e para dentro

Que alterações no ambiente você percebe, por meio da sua janela, decorrentes do isolamento social? Que tal escrever as suas percepções e sensações? Essa proposta permite aos alunos refletir, reconhecer, estabelecer relações e organizar os pensamentos. “Para além de constatar, está a possibilidade de se perceber integrado a essas relações, desenvolver a resiliência, o sentimento de pertencimento e a solidariedade”, ressalta Alana.

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências: