Arquidiocesano promove visitas à Casa Modernista

Arquidiocesano promove visitas à Casa Modernista

Natália Venâncio

23 de fevereiro de 2022 | 09h54

Atividade faz parte de programação para homenagear os 100 anos da Semana de Arte Moderna

Em fevereiro de 1922, diversos artistas brasileiros se uniram e organizaram a Semana de Arte Moderna. A partir de fevereiro de 2022, o Colégio Marista Arquidiocesano começará a celebração dos 100 anos do evento considerado o mais importante da cultura brasileira. As ações propostas pelo colégio irão até novembro.

Uma das atividades programadas são visitas dos alunos do 6º ao 9º ano à Casa Modernista, localizada na Rua Santa Cruz, na Vila Mariana, Zona Sul de São Paulo.

De acordo com a coordenadora do Ensino Fundamental – Anos Finais, Alana Perico, além de conhecer esse patrimônio cultural e histórico da cidade, os estudantes poderão pensar em projetos de intervenção na Casa, ajudando, inclusive, em sua manutenção.

“Temos como prática pedagógica entender as necessidades humanas e sociais. A preservação da história é fundamental para que as novas gerações compreendam a importância deste patrimônio”, afirma.

Após as visitas, os alunos serão estimulados a pensar como poderão se tornar protagonistas para manter o patrimônio e a história vivos e bem preservados.

Casa Modernista

A Casa Modernista da Rua Santa Cruz, de autoria do arquiteto ucraniano Gregori Warchavchik, projetada em 1927 e construída em 1928, é considerada a primeira obra de arquitetura moderna implantada no Brasil.

Projetada para abrigar a residência do arquiteto, recém-casado com Mina Klabin, filha de um grande industrial da elite paulistana, a casa gerou forte impacto nos círculos intelectuais e na opinião pública em geral, favoráveis ou contrários à nova orientação estética proposta.

Em 1984, o Condephaat tombou o conjunto, seguido pelo Iphan e, posteriormente, pelo Conpresp. Devido a diversos processos judiciais, o imóvel permaneceu abandonado, resultando em um rápido processo de deterioração. Em 2000 foram realizadas obras para a sua recuperação e em 2008, a Prefeitura de São Paulo passou a ser permissionária do imóvel, sendo a responsável por seu uso e manutenção.

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