Arquidiocesano promove ações voltadas ao “bem-estar” digital

Arquidiocesano promove ações voltadas ao “bem-estar” digital

Natália Venâncio

25 de outubro de 2021 | 09h31

Alunos do Colégio Marista Arquidiocesano dialogam sobre a importância e o equilíbrio no uso de internet e redes sociais 

Depois de muito tempo de aulas virtuais, os jovens estão tentando reestabelecer as relações sociais, após o retorno das aulas presenciais. O uso acentuado de redes sociais aumentou os casos do chamado “drama digital” que, ao contrário do cyberbullying, envolve o assédio repetido de alguém; são as rixas e disputas cotidianas que ocorrem entre amigos ou conhecidos nas redes sociais.

Uma pesquisa da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), realizada com 2702 adolescentes do 9º ano em 119 escolas públicas e privadas da capital paulista, revelou que 29% deles relataram ter sido vítimas de bullying no ano passado e 23% afirmaram ter sido vítimas de violência. Além disso, 15% disseram ter cometido bullying e 19% ter cometido violência. Os dados são do Projeto São Paulo para o Desenvolvimento Social de Crianças e Adolescentes (SP-Proso).

O Colégio Marista Arquidiocesano oferece na grade curricular o componente Interioridade, com uma aula semanal, voltada para o desenvolvimento de habilidades socioemocionais, por meio de vivências e reflexões que promovem o autoconhecimento e fortalecem a expressão, a criatividade, a consciência e o equilíbrio emocional. Com isso, os alunos ganham repertório para o exercício da empatia, do diálogo para a resolução de conflitos e conseguem se entender para lidar melhor com o que sente e, com os desafios cotidianos, acolhendo melhor a si e aos outros.

Tendo como pano de fundo o cyberbullying e a comunicação não-violenta, os alunos do 6º ano do Ensino Fundamental participam de uma sequência de ações, sob mentoria da professora do componente Interioridade, Simone Alves Freitas Dias, envolvendo palestras, rodas de conversa e atividades práticas sobre o “bem-estar digital”, visando o equilíbrio no uso de “telas” e o fortalecimento da comunicação fraterna.

“É papel da escola e também da família educar crianças e adolescentes para a Cidadania Digital. O bem-estar digital resulta de equilíbrio no tempo de uso da tecnologia e na qualidade das relações realizadas por meio dela”, avalia a coordenadora do Ensino Fundamental – Anos Finais do Colégio Marista Arquidiocesano, Alana da Silva Perico.

Como é possível a evitar o “drama digital”?

Especialista do Colégio Marista Arquidiocesano dá algumas dicas:

Converse: manter um diálogo franco e aberto com os filhos é fundamental para perceber quando algo está ocorrendo e conseguir encontrar a melhor saída para a situação.

Acompanhe: monitorar e se preocupar com o que os filhos estão fazendo nos ambientes digitais pode ser um aliado para prevenir situações problemáticas.

Faça pausas: com acesso constante à internet, fica difícil se distanciar das situações que podem estar ocorrendo nas redes sociais. Proponha algum tempo livre de celulares e tablets para dar ao seu filho a chance do ócio.  

Analise exemplos: situações concretas noticiadas pela mídia contribuem para melhor compreensão sobre consequências psicológicas e até mesmo cíveis geradas pelo cyberbullying. Dialogue a esse respeito com seu filho, para que ele tenha atitudes responsáveis no uso da tecnologia. Discuta por que esses programas têm menos probabilidade de retratar uma resolução positiva de conflitos.

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