Arquidiocesano cria projeto para valorização da democracia

Arquidiocesano cria projeto para valorização da democracia

Natália Venâncio

21 de outubro de 2020 | 09h54

Alunos do 6º ano do Ensino Fundamental do Colégio Marista Arquidiocesano trabalham o conceito de alteridade na sociedade

“A diversidade étnico-cultural e ambiental existente no Brasil é, certamente, o nosso maior patrimônio”. Partindo dessa premissa, alunos do 6º ano do Ensino Fundamental do Colégio Marista Arquidiocesano, localizado em São Paulo (SP), produziram um projeto denominado “Democracia como valor: Diversidade étnico-cultural e ambiental (conhecer, respeitar e preservar)”.

O trabalho teve caráter interdisciplinar e foi desenvolvido por toda a equipe de professores do 6º ano. Seu objetivo central foi que os alunos vivenciassem significativamente a ideia de alteridade, ou seja, o reconhecimento de que existem pessoas e culturas singulares e subjetivas que pensam, agem e entendem o mundo de suas próprias maneiras.

No campo da política, a democracia como forma de governo é o lugar da reflexão, das decisões coletivas e do respeito às diferentes opiniões. Portanto, outro tema importante tratado nas aulas foi levar o aluno a reconhecer a democracia como um valor essencial da sociedade, a ser aprimorado e cultivado.

“Olhar e respeitar todas as formas de vida, nas suas mais diversas multiplicidades, é o primeiro passo para construirmos uma humanidade e uma sociedade mais justas e tolerantes”, explica o professor Marcelo Pereira, um dos docentes que estão trabalhando no projeto.

Por meio de diferentes linguagens e estratégias didáticas diversificadas, a atividade fez com que os alunos experimentassem o contato com as múltiplas diversidades. “Inicialmente, realizamos a investigação a respeito da democracia. Para isso, voltamos à Grécia Antiga, a fim de entendermos os mecanismos de funcionamento da democracia ateniense. Em seguida, comparamos com a democracia brasileira atual, destacando mudanças e permanências.

A comunicação ocorreu em diferentes linguagens, após as investigações e problematizações realizadas durante o projeto. Os alunos produziram obras de arte (vídeos, músicas, poesias, pinturas) sobre o tema. Além disso, “um dos pontos altos desse processo foi a troca de cartas com crianças quilombolas da Região do Vale do Ribeira, no município Barra do Turvo (SP). Nessa troca de produção escrita foi possível destacar, em situação de comunicação real, os diferentes modos de vida e as formas como as crianças têm vivenciado esse momento de pandemia”, revela.

A prática pedagógica Marista promove o diálogo e o protagonismo, permitindo entender as necessidades humanas e sociais, questioná-las e traçar caminhos para enfrentar as problematizações contemporâneas. Em meio ao distanciamento social atualmente as aulas estão ocorrendo ao vivo em ambiente virtual.

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